Na porta da prefeitura os estudantes pediram a presença do prefeito Athos Avelino para conversarem sobre o meio-passe. O chefe do executivo não foi ao encontro dos manifestantes e nem mandou representantes. Os adolescentes deram um prazo para que o chefe do executivo de Montes Claros comparecesse a porta da prefeitura, caso não acontecesse todos iriam entrar na sede da administração.
Vencido o prazo, as entidades estudantis lideraram a ocupação da prefeitura entoando gritos como Athos cadê você? Não adianta se esconder! e Aha! Uhu! A prefeitura é nossa!, esperando a presença do prefeito da cidade.
Os líderes estudantis avisaram que não iriam embora sem antes negociar a discussão do meio-passe com o prefeito.
Depois de cantarem e dançarem, como é a marca das manifestações da juventude, os estudantes se sentaram no piso da prefeitura e repetiam em coro palavras de ordem que ressaltava o objetivo do movimento.
Dabdson Max, 17, estudante da escola estadual Polivalente, diz que participa da manifestação porque sabe que o direito ao meio-passe ajudará a manter seus estudos, pois o custo com transporte é alto para a família.
O estudante Paulo Daniel,17, informa que mora no Bairro Vila Oliveira, que fica distante da escola onde estuda, a Polivalente.
- O meio-passe significa melhor condição de vida para mim, meus irmãos e meus pais. A economia do meio-passe representa mais comida na mesa de minha família- afirma o estudante.
Diego Antunes, 16, estudante da escola estadual Hamilton Lopes, ressalta que o meio-passe não é uma esmola, e sim um direito que deve ser respeitado em Montes Claros igual já acontece em outras cidades brasileiras.
Para a reivindicação vieram representantes dos movimentos estudantis da UBES de São Paulo e de Belo Horizonte, UEE, UCMG.
- Esse é um momento histórico que a cidade está vivendo, os movimentos estudantis de todo o país estão acompanhando a luta dos colegas montes-clarenses, e neste momento todos estão apoiando essa causa – salienta Luiza Lafetá, vice-líder da UBES/BH.
Mas o que parecia uma reivindicação pacífica tomou outras proporções, quando o Gate - tropa de choque da polícia militar, entrou na prefeitura. Os policiais usaram armas com balas de borracha, spray de pimenta, gás lacrimogêneo, cães e bombas de efeito moral para agredir os adolescentes. Mudando radicalmente o cenário na prefeitura.





















São três laudos: - um sobre o corpo da menina, feito pelo Instituto Médico Legal; - outro, da Criminalística, sobre a imagem apreendida no prédio da frente, que mostra o carro dos nardoni entrando na garagem. A cena é importante para estabelecer quanto tempo se passou entre a chegada da família e a queda de Isabella; - e o mais complexo, o laudo sobre o cenário do crime, feito pelo Núcleo de Crimes contra a Pessoa.









