terça-feira, maio 13, 2008

EM BOCA FECHADA...

Nome: Maria Elza Oliveira Lopes
E-mail: eventos.indyu@soebras.com.br
Cidade: Montes Claros
Telefone: (38) 8405.3934
Mensagem: Preste atenção quando vocês falam que o Boca calou o Cruzeiro. Não esqueçam que em Minas somos dono de duas libertadores, coisa que o rival jamais conseguirá, pois esse título é pra poucos e estávamos tentando o 3º titulo, OK? É brincadeira, viu!? Tentem ganhar um, é tão bom!

POR QUE O DESEMBARGADOR NEGOU O HC

O desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ), manteve nesta terça-feira (13) a prisão de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, morta no dia 29 de março na Zona Norte de São Paulo.
O desembargador reconhece em seu despacho que existem indícios de autoria e provas da materialidade do crime contra o casal. “Vale dizer, pois, em face do caso concreto de que aqui se cuida, que a concessão de liminar, para o fim de restabelecer a liberdade dos pacientes presos preventivamente, por força de decisão judicial largamente fundamentada e que diz respeito a crime gravíssimo praticado com características extremamente chocantes e onde, após toda prova colhida, sobressai inequívoco reconhecimento de indícios de autoria e prova da materialidade da infração”, disse no despacho. Ele avaliou que a concessão da liberdade ao casal só seria possível se ficasse evidenciada uma “intolerável injustiça” imposta aos acusados. O que, para Canguçu de Almeida, “não parece estar acontecendo”. Em seu despacho, o desembargador afirma que as circunstâncias indicam comprometimento do casal com “a autoria do inacreditável delito”. A manutenção da prisão tem caráter liminar. Em cerca de um mês, o mérito do pedido deve ser analisado por outros dois desembargadores da 4ª Câmara Criminal do TJ, quando será conhecida a decisão permanente. O desembargador negou ainda o pedido de anulação do recebimento da denúncia, que fazia parte do mesmo documento. O desembargador diz que reconhece os motivos que levaram o juiz de primeira instância a decretar a prisão, como a possibilidade de o casal destruir provas ou colocar em risco a ordem pública.
Um dos advogados do casal, Marco Polo Levorin, afirmou que só se manifestaria sobre a negação do pedido de habeas corpus após ler as justificativas do despacho do desembargador.
O casal está preso desde a noite de quarta-feira (7), quando o juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri, decretou a prisão preventiva. Em seu despacho, o juiz justificou a prisão com a necessidade de garantia da ordem pública e de manutenção da credibilidade da Justiça. Ele reconheceu a materialidade do crime e indícios concretos de autoria. Para Maurício Fossen, o pai e a madrasta de Isabella são “pessoas desprovidas de sensibilidade moral e sem um mínimo de compaixão humana”. Foi a segunda vez que Maurício Fossen determinou a prisão deles - a primeira se deu em abril, quando o juiz decretou a prisão temporária e o casal permaneceu oito dias preso. Na ocasião, eles foram soltos pelo desembargador Caio Canguçu de Almeida.Os advogados do casal protocolaram pedido de habeas corpus de 96 páginas no Fórum João Mendes, no Centro da capital, na sexta-feira passada (9).

DESEMBARGADOR NEGA HC NO CASO ISABELLA

O anúncio oficial vai ser dado nas próximas horas: o desembargador paulista Caio Cangussu Almeida deverá negar o pedido de habeas corpus em favor do pai de Isabella, Alexandre Nardoni, e da madrasta Anna Maria Jatobá. A decisão mantém os dois na cadeia, enquanto aguardam julgmento pelo bárbaro assassinato da menina de 5 anos, em 29 de março deste ano. O mérito do HC vai ser julgado agora pelos demais desembargadores do Tribunal de justiça de São Paulo.
MAIS DETAQUELHES AO LONGO DO DIA, AQUI NA PROVÍNCIA.

PRESOS COM CINCO QUILOS DE COCAÍNA


A droga trazida por Neilton (o de cima) e Márcio e seria distribuida em Montes Claros, Janaúba e Salinas

A polícia federal de Montes Claros prendeu dois homens por tráfico de drogas e associação para o tráfico, quando traziam cinco quilos de cocaína de Uberlândia para o Norte de Minas.
Após dois meses de investigações sobre a rota do tráfico de drogas na região, foram presos os suspeitos Neilton Divino Andrade Melo, 42 anos, natural de Ituiutaba, e Márcio José Rocha dos Santos, 27 anos, natural de São Paulo, em um hotel próximo à rodoviária de Moc, às 13h de domingo.
O chefe da PF em Moc, delegado Marcelo Eduardo de Freitas, informa que os suspeitos, que estavam em uma D-20 de cor bege, placa GMK 3631, saíram de Uberlândia com destino a Moc, onde a droga seria distribuída entre traficantes da cidade e região.
Eduardo.
O delegado informa ainda que a droga é avaliada em R$ 40 mil.

POVO SE REVOLTA CONTRA PASSAGEM CARA

A cidade de Fraijanes, na Guatemala, virou um verdadeiro campo de batalha na segunda-feira (12). O motivo foi a revolta dos moradores com o aumento da passagem de ônibus, que parece tê-los incomodado mais do que se poderia imaginar. Os manifestantes foram às ruas com facões e outras armas brancas e não se intimidaram com a tropa de choque que tentou abafar o protesto, que resultou em dez prisões. Vinte e cinco pessoas se feriram.
Moradores atearam fogo a pneus e outras peças que encontravam pela frente durante protesto pelas ruas da cidade de Fraijanes, na Guatemala. Aumento da passagem de ônibus revoltou os moradores.

ATRIZ MOSTRA PORQUE É MAIS SEXY DO MUNDO

O último filme que Megan Fox estrelou foi “Transformers”. Mas no próximo, “Jennifer´s Body”, que estréia em 2009, a atriz americana terá uma nova oportunidade da comprovar por que foi eleita a mais sexy do mundo pelos internautas na revista “FHM Online” e a mais procurada no site Google. Na gravação, ela mergulha em um lago de topless, mas com uma pequena cobertura nos seios. A direção do filme é de Karyn Kusama e o roteiro é de Diablo Cody, ex-stripper que levou o Oscar deste ano pelo roteiro de "Juno".

AVÔ DIZ QUE MÃE DE ISABELLA MENTIU

Antônio Nardoni, avô paterno da menina Isabella, disse que Ana Carolina de Oliveira, mãe da criança, mentiu e omitiu informações na entrevista que o "Fantástico" exibiu neste domingo (11). Isabella foi morta em 29 de março após ser espancada, asfixiada e jogada do 6º andar do prédio na Zona Norte de São Paulo onde fica o apartamento de seu pai, Alexandre Nardoni, e da madrasta, Anna Carolina Jatobá. Ela tinha 5 anos de idade.
Nesta segunda (12), o pai de Alexandre Nardoni comentou a entrevista dada por Ana Carolina de Oliveira. Ele disse ao G1: "Eu entendo que na primeira parte ela foi bem. Ela falou da filha. Ela está sofrendo e nós também estamos sofrendo. Mas eu acho que, em um segundo momento, ela mentiu em alguns pontos e omitiu outros pontos". O avô de Isabella cita como exemplo a declaração de Ana Carolina de que ela e Alexandre não se falavam. Antonio Nardoni diz que, "ultimamente", os dois não se falavam, mas que Ana Carolina teria entrado em contradição na entrevista ao afirmar que soube do ciúme de Anna Carolina Jatobá por meio do próprio pai de Isabella. Também disse que Ana Carolina "se entendia" com Jatobá sobre questões relacionadas à menina.
Depois de falar com Antônio Nardoni, entrou em contato com a família de Ana Carolina Oliveira. O avô materno de Isabella, José Arcanjo, afirmou que antes de responder às críticas preferia ler a matéria. Até as 22h desta segunda, a reportagem não havia obtido resposta da advogada que intermediou o contato com José Arcanjo. Para Antonio Nardoni, Ana Carolina de Oliveira também tinha ciúme de Anna Carolina Jatobá por causa de Alexandre. "A Jatobá tirou o Alexandre dela", justificou ele, dizendo que, antes disso, Ana Carolina de Oliveira e Anna Jatobá eram amigas. "Elas se falavam e trocavam e-mails antes de o Alexandre ficar com a Jatobá", acrescentou.
O avô paterno de Isabella também negou que o filho tivesse ameaçado a mãe e a avó materna de morte ao discordar de Ana Carolina que queria matricular a criança em uma escola. "O Alexandre queria que a menina ficasse na nossa casa (dos avós paternos). (...) Ela usava a menina para judiar do Alexandre. Ela não deixava a menina vir aqui em casa", disse Antônio Nardoni, acrescentando que Ana Carolina teria dito a Alexandre que Isabella nunca ficaria com a família dele.
O avô paterno também apontou que Ana Carolina de Oliveira teria mudado de postura ao não reiterar na entrevista ao "Fantástico" que a criança possuía um "amor incondicional pelo pai", conforme o fez em outro depoimento. Na opinião do pai de Alexandre, Ana Carolina de Oliveira deixou de informar que, além da pensão mensal de R$ 250, o pai de Isabella dividia despesas como roupas, material, formatura e passeio escolar. "O que ela comprava, ela acaba dividindo com o Alexandre. É estranho ela falar só o valor da pensão, como se fosse só aquilo", disse ele, que definiu Ana Carolina como de "gênio difícil".
De acordo com Antônio Nardoni, o valor da pensão era maior, mas Ana Carolina e Alexandre concordaram em reduzi-lo. "Acho que ela deveria ter explicado." Antonio Nardoni acredita que o depoimento de Ana Carolina de Oliveira à Justiça, como testemunha de acusação, será prejudicial para o casal e que pretende discutir com os advogados a possibilidade de impedir a mãe de Isabella de testemunhar.
Também afirmou, sem apontar suspeitos, que, há cerca de 20 dias, vem recebendo ameaças de morte. "As pessoas mandam carta e recado por outras pessoas. Isso faz uns 15 dias, 20 dias. Mudei de carro por causa disso (das ameaças)", disse ele, que não registrou um boletim de ocorrência.

segunda-feira, maio 12, 2008

RESENHA DO RÊ

FOTOS QUEM É QUE SABE? NO MELO
Chega um convite de dar água na boca. O da inauguração do Terraço, uma proposta diferente, inovadora, onde sua noite vai acontecer como em nenhum outro lugar... A abertura será às 20h de sexta-feira, 16, na Rua Tupinambás, 55.
Perto da Funorte.

NA VILA
Também Jorge e Bel estão convidando para a inauguração da arena de pombos Banana’s vírgula Derrame’s. Será no próximo sábado, 17, se não estiver chovendo.
Perto da Elói Pereira.

NA BAIXADA
Dona Onça criou uma rotina, que mais parece um dossiê, para Durães: 1 – Ligar o rádio; 2 - Sucos; 3 – Café da manhã; 4 – Ler O NORTE; 5 – Liquidificador; 6 – Feijoada; 7 – Marcos Guimarães; 8 – Flores; 9 – Alianças; 10 – Convites. O objetivo, segundo Denílson Arruda, é recuperar um homem e fazer uma mulher feliz.
Entendeu, Salete?

NA SANITÁRIA
Eltinho Murrinha, alegando omissões, envia a lista completa dos integrantes da galera que recebeu nota 10 pelo atendimento na Night lanchonete 24 horas: Gilvan, Vanim, Jaílson, Swed, Juliana e Fatinha.
Em frente, o Senac.

PRESENTÃO
Muito bom o livro enviado a esta Resenha pela secretaria municipal de Cultura: Cadernos de agosto. São escritos alusivos ao 28º Festival folclórico de Moc, de vários autores.
Obrigado, João!

VIA PORTUGAL
Nasce no próximo mês, em Lisboa, o segundo filho da turismóloga Cláudia Cibele e do empresário Emerson Lourinho Molina. Um europeu-montes-clarense com raízes em Almenara.
Terra de dona Laura.

NAS NUVENS
São muito confortáveis estes chinelos que estou usando, um presente de Laura Walma quando iniciei meu ingresso na felicidade. Parece que estou o tempo todo pisando em flores, a sola dos pés em constante roçar, sob uma mensagem suave e vibrante. Acho que virei poeta.
Sem rima.

FUTUROLOGIA
É consenso que o prefeito nem atos nem desatos não chegará ao segundo turno das eleições. É consenso também que o governador Aécio Neves vai decidir o futuro político de Jairo Ataíde. Bom seria que Moc ganhasse outra secretaria de estado.
Mais não digo.

SAIBA MAIS
Depois de fazer ampla sondagem de opinião pública na Ceanorte, Roberto Marques concorda que esta Resenha acertou em cheio ao descrever o andamento do processo político em Moc, até desaguar no lançamento das candidaturas. Concorda inclusive com a data: 25 de maio, o dia D.
Dê de deputado.

QUEREMOS CHARADA!
Engraçado! Meu chapinha Aldeci Xavier parou de publicar charadas em sua coluna. Parece que desistiu de fazer sopinha de letras, tipo J.C.R.F., preferindo colocar o preto no branco.
Entendeu, Terucha?

SONHANDO ACORDADO
A prefeitura deveria aproveitar as obras de substituição da rede de água pela Copasa, bem como a abertura de valas para a instalação do projeto Olho vivo, e dar uma geral no Centro de Moc, fazendo novas calçadas de cabo a rabo. Mas...
Cadê o peito?

Ê TEMPO BOM!
Ah, como era doce esta cidade em que desfilávamos de madrugada despreocupadamente, sem ter que olhar para os quatro cantos... Era o tempo das horas-dançantes, fosse onde fosse. Todo mundo conhecida todo mundo, inclusive nós outros, os penetras. Hoje dá medo colocar a cara na porta da rua, mesmo naquela aberturinha lá de casa. Ou, como diz Artur...
Uma coisa!

LEIA A ENTREVISTA DA MÃE DE ISABELLA

Ana Carolina de Oliveira deu à repórter Patrícia Poeta uma entrevista surpreendente e reveladora. Ela descreveu como era sua relação com o pai de Isabella, Alexandre Nardoni, e com a mulher dele, Ana Carolina Jatobá. Comentou a entrevista que ambos deram ao Fantástico em 20 de abril. Será que Ana Carolina de Oliveira acreditou na sinceridade do casal?
A mãe de Isabella também narrou com todos os detalhes o momento em que encontrou a filha caída no jardim do Edifício London, pouco depois da menina ter sido jogada do sexto andar. Ela conta quais foram as últimas palavras que disse para a filha.
E revela suas suspeitas: será que ela acredita que o pai e a madrasta estão envolvidos no crime?
A mãe de Isabella relata também como foi o dia em que Alexandre Nardoni a ameaçou de morte. Diz que Anna Carolina Jatobá sentia ciúmes dela, e descreve como foi o encontro que as duas tiveram no cemitério, no dia do enterro de Isabella.
Mais ainda: Ana Carolina de Oliveira manifesta o que pensa sobre a prisão do casal, nesta quarta-feira. Revela qual é o papel que pretende desempenhar como testemunha da acusação no caso do assassinato da própria filha. E diz o que lhe passa pelo coração no primeiro dia das mães sem Isabella.
Ana Carolina de Oliveira nunca chegou a morar com Alexandre Nardoni. Eram namorados, e ela engravidou aos 17 anos. Quando Isabella era um bebê de apenas 11 meses, os dois se separaram.
Começou uma relação difícil entre Ana Carolina e Alexandre. Na noite de 29 de março passado, Isabella foi esganada e depois jogada do sexto andar do Edifício London, em São Paulo, e morreu. Esta semana, os dois suspeitos do crime, Alexandre Nardoni e a mulher dele, Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella, viraram réus no processo do assassinato. E foram para a cadeia.
Ana Carolina de Oliveira decidiu que era hora de falar.
Patrícia Poeta: Mais de um mês depois da morte da Isabella, como é que você está se sentindo hoje?
Ana Carolina de Oliveira: Eu ando muito angustiada. Meus dias têm sido muito angustiantes. Acho que só Deus sabe de onde eu tenho tirado forças para conseguir continuar minha vida, porque depois de uma tragédia dessa, e de tudo que está acontecendo, a vontade que você tem é de se entregar junto, de que a sua vida acabou. Então, assim, pela minha filha, eu arrumo forças para continuar e conduzir minha vida por ela, porque eu estou aqui para lutar por ela.
Patrícia Poeta: Qual foi o momento mais difícil até agora para você?
Ana Carolina de Oliveira: O momento mais difícil foi depois desse mês, que eu voltei a trabalhar. A minha volta do trabalho é muito difícil. Eu me sinto... Acho que é a pior hora do dia para mim, porque eu sei que eu vou chegar em casa e ela não vai estar. As horas que eu vou dormir, e as horas que eu rezo para Deus realmente me dar força, para eu continuar, porque está sendo uma situação muito difícil para mim.
Patrícia Poeta: O que você lembra? Tem alguns momentos em que você pára para pensar na Isabella?
Ana Carolina de Oliveira: A hora mais difícil realmente é o momento de voltar para casa, porque quando eu saía para trabalhar ela estava dormindo. Quando eu volto, era a hora que a gente tinha de brincar, de eu ajudar a fazer lição. E sempre que ela ia dormir, porque nós dormíamos juntas, então, sempre que a gente ia dormir, tinha dia que ela pedia para dormir comigo, que a gente dormia com a perna entrelaçada. Ela me pedia toda noite para contar uma historinha diferente. São essas horas as horas mais difíceis para mim.
Patrícia Poeta: Que boas lembranças você guarda dela?
Ana Carolina de Oliveira: Ela era uma criança maravilhosa, que me ensinou muito. Como pessoa, como mulher e principalmente como mãe. A sabedoria de ser mãe, porque ela me ensinou muito.
Patrícia Poeta: A gente pode continuar?
Ana Carolina de Oliveira: Pode.
Patrícia Poeta: Eu vi que quando você entrou, você trouxe essa girafinha (uma girafinha de pelúcia).
Ana Carolina de Oliveira: Nós tínhamos três ursinhos, um azul, que foi um ursinho que eu estava no dia do enterro, esse, que ela ganhou, e uma Magali. Cada noite que a gente ia dormir, ela falava: ‘Mamãe, hoje você quer dormir com qual?’ Cada noite a gente fazia um revezamento e escolhia quem ia dormir com qual bichinho. Esse daqui é um que traz uma lembrança muito grande para mim.
Patrícia Poeta: Ana, demorou um pouco para cair a ficha?
Ana Carolina de Oliveira: Demorou. Pelo fato de ela ir para lá, para casa do pai no final de semana, eu tinha... Você aprende a lidar com a situação de passar alguns dias longe. Então, na primeira semana eu ainda estava com a sensação de que foi uma semana que ela foi passar férias, uma semana que ela esteve lá e que eu tinha esperança de que ela fosse voltar, ia chegar o domingo. Até um dia depois do meu aniversário, que ia chegar domingo e ela ia aparecer. E que ia tocar a campainha da minha casa e ela ia voltar.
Patrícia Poeta: Você achava que ela pudesse voltar?
Ana Carolina de Oliveira: Eu ainda acho. Tem algumas horas do meu dia que... É como eu te falo, para mim, a noite é muito mais difícil. Chega a noite, eu acho que ela vai voltar.
Patrícia Poeta: Pelo menos pelos últimos anos, eu não lembro de um caso que tenha chocado, e que tenha mexido com tantas famílias brasileiras como o caso Isabella. Entre tantas notícias, entre tanta gente falando, o que chamou a atenção foi o seu silêncio. Ter se afastado, ter ficado quieta.
Foi uma decisão sua, pensada?
Ana Carolina de Oliveira: Não. Foi a maneira que eu escolhi de até obter um entendimento do que tinha acontecido, entendeu? Eu também não sabia de toda a situação, de toda a história, como a população. Foi uma maneira que eu escolhi para também não falar sem saber. É o que eu escolhi para mim. Eu escolhi para mim não querer falar e não me expor. Foi somente...
Patrícia Poeta: Você queria esperar as investigações?
Ana Carolina de Oliveira: Exatamente.
Patrícia Poeta: Você tem sido muito forte desde que tudo isso aconteceu. Mas para algumas pessoas, isso foi confundido como frieza. Você sentiu isso, você ouviu comentários das pessoas?
Ana Carolina de Oliveira: Eu escutei muitos comentários desse tipo. Eu não consigo, por exemplo, aqui eu estou super nervosa, eu não consigo chegar aqui ou em qualquer lugar e simplesmente chorar. Chorar muitas vezes soa falsidade. Não é porque eu choro ou que qualquer outra pessoa chore que seja sinceridade. Eu tenho os meus momentos, os momentos que são os mais difíceis da minha vida, como eu te falei. Quando eu volto do trabalho é uma hora que eu choro muito. Eu choro muito. Quando eu vou dormir... A maneira que eu encontrei força foi de realmente ser pela minha filha e achar que a justiça precisa ser feita. Então eu vou ter forças para continuar, por ela. Patrícia Poeta: Por isso que você aceitou dar essa primeira entrevista e dessa vez na frente das câmeras?
Ana Carolina de Oliveira: Hoje eu me sinto mais preparada para falar do assunto. Não que eu esteja, assim como eu te falei, eu estou muito nervosa, eu suo muito. Eu me sinto nervosa, mas um pouco mais preparada para falar do assunto.
Patrícia Poeta: No sábado em que tudo aconteceu, onde você estava quando recebeu a ligação?
Ana Carolina de Oliveira: Eu tinha ido a um churrasco de uns amigos, que, inclusive, era bem longe da minha casa, e eu voltei. Estava voltando de lá e estava indo para casa de uma outra amiga minha que estava comigo no churrasco. Eu estava entrando na casa dela, que é bem próxima ao apartamento, porque ali no bairro, pelo que todas as pessoas perceberam, a minha casa, a casa dos pais dele, a delegacia e o fato são locais bem próximos. Eu cheguei com muita rapidez ao local porque eu estava próxima. Eu estava entrando na casa. Então eu entrei e saí. Já estava com a bolsa na mão, estava entrando e o celular tocou, eu atendi o celular e já logo saí.
Patrícia Poeta: Quem ligou para você?
Ana Carolina de Oliveira: A Anna Carolina.
Patrícia Poeta: O que ela falou para você?
Ana Carolina de Oliveira: Ela gritava muito, ela gritava muito. Poucas coisas que ela falava eu entendia. Eu entendi que jogaram ela, teve alguma hora que, pela gritaria, pelo nervosismo que eu fiquei na hora, eu entendi que ela tinha caído na piscina. Eu gritava para ela, eu falava: ‘faz respiração boca a boca, vê o que vocês podem fazer. Vocês já chamaram resgate?’. Nesse caminho que eu estava indo para lá. Tanto que eu desliguei o telefone na esquina, a casa que eu estava, dessa minha amiga, era tão perto que, quando eu desliguei o telefone com ela, eu estava na esquina da rua, entrando na rua. Ela estava ali na rua. A Anna Carolina estava ali na rua, e quando eu estava chegando ela acenou ainda. Eu abri a porta do carro e desci do carro, com o carro andando, estava meio devagar mas o carro estava andando. Entrei correndo pelas escadas e ela estava logo ali no chão.
Patrícia Poeta: Quando você chegou lá, a Isabella ainda estava viva? Ela ainda respirava?
Ana Carolina de Oliveira: Estava. Ela respirava. O coração dela batia e ela estava no chão. Eu ajoelhei na frente dela e a única coisa que eu falei para ela, coloquei a mão no peito dela e falei ‘Filha, fica calma, mamãe está aqui. Vai dar tudo certo’. A minha vontade, quando eu cheguei, era de pegá-la e levá-la, de tirar ela dali e levar para socorrer ela. Só que eu não conseguia mensurar a altura que ela tinha caído.
Patrícia Poeta: Você não sabia que era do sexto andar?
Ana Carolina de Oliveira: Eu sabia que era do sexto andar, mas eu não conseguia, eu não conseguia olhar para cima, para ver. Então, a minha preocupação foi com ela, eu estava muito centrada em tê-la ali, fosse com problema, com qualquer problema, com qualquer seqüela, mas eu queria minha filha viva. Uma coisa... Ela estava com a cabecinha de lado. Então eu falei, será que deve ter prejudicado ela? Como estava viva, a minha maior esperança era ela continuar viva. Eu pensei que se eu tirasse ela dali, eu pudesse mexer alguma partezinha do corpo dela que fosse, que eu pudesse prejudicá-la, entendeu? Que eu pudesse, pelo fato de querer tirar ela dali, causar outro problema, entendeu?
Patrícia Poeta: O que você sentiu naquele momento, quando você a viu ali?
Ana Carolina de Oliveira: Uma dor muito grande de eu não poder ter defendido, de eu não poder estar ali com ela naquele momento.
Patrícia Poeta: O que o pai e a madrasta falaram para você logo quando você chegou?
Ana Carolina de Oliveira: Eles não me falaram nada. Eles nem conversaram comigo. O Alexandre estava próximo e ficou próximo dela. Ele ia para todos os lados e falava para a polícia: ‘Sobe, sobe’. Ele deu muita ênfase para a polícia invadir o prédio, que tinha alguém lá e ela gritava muito. Ela gritava, gritava, gritava. E eu não consegui ter o foco das pessoas que estavam ali. Eu só conseguia pensar e olhar para ela. Tanto que por duas vezes ela ainda suspirou, que talvez fosse a hora que ela teve uma parada cardiorrespiratória. E eu estava ali, focada nela, porque o resto não me interessava, eles não me interessavam.
Patrícia Poeta: A sua mãe estava no hospital com você?
Ana Carolina de Oliveira: A minha mãe chegou no edifício ainda. Eu estava dentro da ambulância, a minha mãe entrou na ambulância, porque ela não sabia direito o que tinha acontecido. Ela sabia apenas que ela [Isabella] tinha caído do prédio, mas não sabia também o que tinha acontecido. Nós fomos, a minha mãe teve que sair da ambulância, porque não dava para ir lá, mas a minha família toda seguiu para o hospital.
Patrícia Poeta: Quando você a viu ali, você já imaginava que ela tinha sido vítima de esganadura? Alguém já tinha falado alguma coisa para você sobre isso?
Ana Carolina de Oliveira: Quando eu a vi no chão, ela estava com a mãozinha roxa, com os lábios roxos. Eu olhei aquilo, achei até que fosse por causa do frio, que naquela noite estava muito frio. Achei que, como já fazia um certo tempo que ela estava ali, fosse por causa do frio. Tanto que a gente chegou ao hospital, pouco tempo depois a médica veio nos dar a notícia e nós entramos no quarto. A minha mãe ficou ali o tempo todo, eu entrei algumas vezes e saí porque era uma coisa assim muito dolorosa para mim ver minha filha, que a minha filha dali não ia voltar. E ela estava com a língua para fora, com a lingüinha para fora, e eu não sabia por quê. Você não pensa. Eu não pensei na hora na conseqüência. A minha mãe ainda cuidou dela toda. A minha mãe cuidou dela o tempo inteiro, beijou, beijou. Eu também, quando entrei no quarto, eu abracei ela muito forte, eu dei muito beijo nela, muito beijo e falei: ‘Filha, a mamãe vai deixar você ir em paz e a mamãe vai ficar aqui para lutar por você’.
Patrícia Poeta: No enterro, o que o pai fez? Ele falou com você?
Ana Carolina de Oliveira: Ele não fala comigo em momento algum. Quando eles chegaram, porque o velório - ocorreu que o corpo dela não foi liberado em tempo de ela ser enterrada no outro dia. Então, o velório correu a noite toda. Eu acabei cochilando um pouco porque eu também estava muito cansada, porque no outro dia eu fiquei acordada a madrugada toda. Eu cochilei no sofá do velório e eu não os vi chegar. Quando eu acordei, fui lá para o caixão e eles já estavam lá. Ele também estava cochilando e ele não olhou para mim, não veio falar comigo.
Patrícia Poeta: Nem uma palavra?
Ana Carolina de Oliveira: Nem uma palavra, nem um olhar.
Patrícia Poeta: E a madrasta?
Ana Carolina de Oliveira: Ela me viu chegar, ela levantou, me deu um abraço indiferente, olhou para mim e falou: “Você nem ligou para ela no sábado”.
Patrícia Poeta: E você?
Ana Carolina de Oliveira: Achei aquilo de uma frieza, e eu não perdi o meu tempo respondendo. Eu saí, fui ficar perto da minha filha. No sábado, eu tentei ligar, deu caixa postal, mas era uma coisa assim. No domingo logo de manhã a gente se falava, no domingo ela estava de volta.
Patrícia Poeta: Qual foi a última vez que você conversou com a Isabella?
Ana Carolina de Oliveira: A última vez que eu falei com ela foi na sexta-feira, por volta de umas 18h, quando eu saí do meu trabalho e ela já tinha ido para a casa do pai. Eu liguei para saber como ela estava e ela atendeu super feliz, com uma voz alegre. Conversamos e eu fiz a pergunta se ela estava feliz. Ela falou que estava muito feliz. Falei: ‘Então tá bom, filha, a mamãe te ama’. E era uma coisa que ela falava para mim todos os dias: ‘Eu também te amo muito, muito, muito, mamãe’.
Patrícia Poeta: Como era a sua relação com o pai de Isabella?
Ana Carolina de Oliveira: Muito pequena.
Patrícia Poeta: Você não conversava muito com ele?
Ana Carolina de Oliveira: Muito não, não conversava.
Patrícia Poeta: Nada?
Ana Carolina de Oliveira: Nada.
Patrícia Poeta: E com quem você tratava, lidava dos assuntos sobre a Isabella?
Ana Carolina de Oliveira: Com o pai dele.
Patrícia Poeta: Escola, todas as dúvidas, tudo era com o pai, você ligava para o pai para falar com ele?
Ana Carolina de Oliveira: Eu procurava não ligar muito, eu resolvia tudo o que eu podia resolver. Escola, médico, todos os tipos de assunto em relação a ela eu tentava resolver. Quando o assunto era ele, ou envolvia alguma coisa com ele, aí eu conversava com o pai dele. E era ele quem fazia esse intermédio, conversava com ele, conversava comigo.
Patrícia Poeta: Por que isso, foi um acordo entre vocês?
Ana Carolina de Oliveira: Não.
Patrícia Poeta: Ele pediu para não falar com você?
Ana Carolina de Oliveira: Não, ele nunca quis conversar comigo. Uma maneira que a gente encontrou de se comunicar era através do pai dele, ele sempre intermediou tudo.
Patrícia Poeta: Como era a relação da Isabella com o Alexandre, com o pai?
Ana Carolina de Oliveira: Ela me falava pouco da relação deles. O que ela me contava muito do final de semana dela é que ela tinha dançado, que ela tinha passeado e dos irmãos. Os irmãos era uma coisa que ela contava muito. Agora, da relação deles, ela não dava ênfase a esse assunto. Dos irmãos ela falava sim, e muito.
Patrícia Poeta: Ela falava para você se ele era um bom pai, se ela gostava dele?
Ana Carolina de Oliveira: Não, ela nunca chegou a esse tipo de comentário. Acho também que ela era muito novinha para chegar a um bom pai ou não ser um pai.
Patrícia Poeta: Isso era tudo que ela falava, mais nada além disso?
Ana Carolina de Oliveira: Eu sempre perguntei: ‘Como foi o seu final de semana? O que você fez, onde você foi?’ Às vezes, ela até falava: ‘Ah, mãe, eu não lembro!’. Eu falava: ‘Como não lembra, aconteceu hoje, foi o seu final de semana, você tem que lembrar’. Aí ela contava muito dos irmãos, que ela chamava o Pietro de Titi: ‘O Titi estava nervosinho, o Titi fez isso, o Titi não gostou disso’.
Patrícia Poeta: O pai pagava pensão alimentícia para a filha?
Ana Carolina de Oliveira: Ele pagava. Às vezes tinha atrasos, algumas coisas, era com o pai dele que eu tratava.
Patrícia Poeta: O Alexandre ou o pai do Alexandre?
Ana Carolina de Oliveira: O pai do Alexandre. Era tudo com o pai do Alexandre.
Patrícia Poeta: Você pode dizer quanto ele pagava de pensão?
Ana Carolina de Oliveira: R$ 250.
Patrícia Poeta: No seu depoimento, você conta que o Alexandre teria ficado transtornado algumas vezes e agido com violência. Pelo menos, numa dessas vezes ele teria ameaçado sua mãe de morte. É isso mesmo? Como é que aconteceu isso?
Ana Carolina de Oliveira: Nós nos separamos, a nossa filha tinha 11 meses e quando isso aconteceu, nós já estávamos separados há algum tempo. Eu precisava trabalhar e, como meus pais têm comércio, ficava difícil de conciliar. E eu coloquei ela na escola e ele não aceitou. Ele foi na minha casa brigar e eu tive que sair do trabalho para ir para a porta da minha casa encontrar com ele. Houve uma grande discussão, porque ele achava que essa idéia da escola era da minha mãe. Ele não aceitava, ele achava que a culpa era da minha mãe. Ele dava ênfase de que a culpa era dela, que ele queria falar com ela, que ele ia matá-la, porque a idéia foi dela.
Patrícia Poeta: Você ficou assustada?
Ana Carolina de Oliveira: Eu enfrentei.
Patrícia Poeta: Como?
Ana Carolina de Oliveira: Enfrentei, não tive medo dele em segundo algum, quando ele falava: ‘Eu vou matá-la, eu vou matar vocês’. Ele ia resolver a maneira que ele tinha para fazer, mas ali eu estava para enfrentá-lo.
Patrícia Poeta: Como era a sua relação com a Anna Carolina Jatobá?
Ana Carolina de Oliveira: Nós tínhamos pouca relação. Nos falávamos pouco em relação a Isabella, quando era algum recado que não podia ser por ela. Quando eu ligava, porque eu tinha o número somente do celular dela, quando eu ligava, ela já via que era o meu número e já chamava a Isabella, já passava o telefone. Era a minha filha que atendia o telefone.
Patrícia Poeta: Você acha que ela sentia ciúmes de você?
Ana Carolina de Oliveira: Sim.
Patrícia Poeta: Por quê?
Ana Carolina de Oliveira: Não sei, eu nunca dei motivo.
Patrícia Poeta: Mas por que você achava isso, o que ela fazia que fazia você achar que ela tinha ciúmes de você?
Ana Carolina de Oliveira: Não era eu que achava, ele que me falou algumas vezes e a família dele também me falava. Não fui eu quem tirei essa conclusão. Foram eles que me contaram.
Patrícia Poeta: Como era a relação da Isabella com Anna Carolina Jatobá, a Isabella te contava?
Ana Carolina de Oliveira: Ela me contava como uma relação normal. Ela nunca, ela era uma criança que contava as coisas, ela chegava em casa contando as coisas. E ela contava, eu ainda perguntava quem cuidou dela, quem fazia as coisas para ela, ela me falava que era a Tia Carol.
Patrícia Poeta: Alguma vez a Isabella relatou qualquer história de violência ou agressão por parte da madrasta?
Ana Carolina de Oliveira: Não.
Patrícia Poeta: Eu pergunto porque em outra parte do depoimento você conta que a Isabella chegava com manchas roxas no corpo e beliscões. Como ela explicava isso para você?
Ana Carolina de Oliveira: Ela e o Pietro tinham... O Pietro era uma criança que tinha uma idade maior. Então já tinha o entendimento de algumas coisas. Pelo que ela me explicava ele tinha muito ciúmes de brinquedo, um não podia pegar o brinquedo do outro. Às vezes ele, sei lá, por alguma coisa que acontecia entre eles, ele dava um beliscão. Ela chegava em casa falando “Ai, mamãe, o Pietro me beliscou”.
Patrícia Poeta: Qual foi sua reação à nova decretação de prisão do casal?
Ana Carolina de Oliveira: Eu acho que a justiça está começando a ser feita.
Patrícia Poeta: Você acha que a prisão foi justa?
Ana Carolina de Oliveira: Sim.
Patrícia Poeta: Como é conviver com a idéia de que o pai é um dos suspeitos pela morte da própria filha?
Ana Carolina de Oliveira: É difícil. É muito difícil saber que uma pessoa tenha a capacidade de chegar nesse nível. Seja no meu caso, ou seja em tantos outros casos, você não consegue imaginar como um pai, como uma pessoa que tem filhos, como uma mãe, ou qualquer pessoa que seja, tenha a capacidade de destratar uma criança.
Patrícia Poeta: Assim como a polícia, você acredita que eles são os suspeitos disso tudo?
Ana Carolina de Oliveira: Sim.
Patrícia Poeta: Você inclusive diz isso no depoimento que você deu à polícia, que você acredita que Alexandre e Anna Carolina possam estar de alguma forma diretamente envolvidos com tudo o que aconteceu. É o coração de mãe que diz isso?
Ana Carolina de Oliveira: Também.
Patrícia Poeta: Você comentou comigo que assistiu à entrevista que o casal deu ao Fantástico para o Valmir Salaro. O que você achou da entrevista? Você acha que ela foi convincente?
Ana Carolina de Oliveira: Nem um pouco.
Patrícia Poeta: Por quê?
Ana Carolina de Oliveira: Eu não, eu posso te falar que eu não achei que ela foi convincente, mas prefiro não dar detalhes do que aconteceu naquele dia.
Patrícia Poeta: Você tem todo o direito. Agora, em um momento da entrevista ela [Anna Carolina] diz algumas coisas, que se referem a Isabella e que de certa forma atingem você. Uma delas foi dizer que algumas vezes a Isabella a chamava de mãe. Você sabia disso, você concorda com isso?
Ana Carolina de Oliveira: Olha, nós tínhamos uma relação de cumplicidade, de mãe e filha. Nós éramos parceiras, éramos amigas e ela tinha inteira confiança de que ela tinha uma mãe. Eu não deixei em dúvida em segundo algum que eu não era a mãe dela, a mãe dela existe. A mãe dela está aqui, então ela não tinha outra mãe.
Patrícia Poeta: Você sentia toda essa reciprocidade dela?
Ana Carolina de Oliveira: Com certeza.
Patrícia Poeta: Em outro momento da entrevista, a Anna Carolina Jatobá diz que Isabella gostava tanto deles que já tinha pedido para morar com eles. Alguma vez ela falou isso para você?
Ana Carolina de Oliveira: Nunca. E o que eu acredito é que depois que eles montaram o apartamento e que ela tinha um quarto e que eles deram tudo, o quarto, material, ela possa ter recebido uma proposta: ‘Você tem tudo, vem morar com a gente’. Ela não tinha, nem nunca teve, nenhum motivo para sair dali. Na minha casa ela tinha carinho, tinha afeto, na minha casa ela tinha uma família.
Patrícia Poeta: Você não acredita que isso tenha partido dela?
Ana Carolina de Oliveira: Com certeza, não.
Patrícia Poeta: Na entrevista, Anna Carolina Jatobá disse: “Às vezes ela tomava banho comigo, ela fazia assim: ’Tia Carol, olha o amor que eu sinto por você, ela fazia um coraçãozinho [desenhando um coração com o vapor no vidro do boxe]”. Você lembra desse momento?
Ana Carolina de Oliveira: Sim.
Patrícia Poeta: O que você acha disso?
Ana Carolina de Oliveira: Ela fazia isso cada vez que ela ia tomar banho, era um costume dela desenhar no boxe, no calor do boxe, era um costume dela desenhar bonequinha. Ela desenhava eu e ela, ela fazia um coração eu e ela, quando ela tomava banho com a minha mãe era um coração para a minha mãe. Era um costume dela fazer coração, fazer coraçãozinho para todo mundo que estivesse até fora, para que, quando ela tivesse tomando banho, eu falasse: ‘olha, esse coraçãozinho foi para você’, porque a maioria dos dias a gente tomava banho juntas.
Patrícia Poeta: Logo depois que isso tudo aconteceu, o pai do Alexandre Nardoni se referiu a você como uma pessoa esquentadinha. O que você sentiu, o que você acha de tudo isso?
Ana Carolina de Oliveira: Acho que quando mexem com um filho seu, não tem ninguém que não seja esquentadinha. Quando ele se referiu a mim, com certeza foi a momentos ligados à minha filha, porque era esse o único contato que nós tínhamos. Se algum dia eu briguei, algum dia eu lutei, foi somente pela minha filha.
Patrícia Poeta: O promotor Francisco Cembranelli disse que acredita que tudo isso aconteceu por ciúmes. Você acredita nisso, você acha que seja possível?
Ana Carolina de Oliveira: Acho possível sim.
Patrícia Poeta: Ciúmes com relação a você, com relação à Isabella?
Ana Carolina de Oliveira: De uma forma ou de outra, a imagem dela era a minha imagem.
Patrícia Poeta: Outra coisa que ele fala é que esse processo de julgamento deve durar bastante, como você pretende acompanhar isso tudo?
Ana Carolina de Oliveira: Eu já tenho uma advogada ingressando no processo, eu vou acompanhar isso de frente.
Patrícia Poeta: E você é inclusive uma das testemunhas de acusação, certo?
Ana Carolina de Oliveira: Certo.
Patrícia Poeta: Você está preparada psicologicamente para tudo isso?
Ana Carolina de Oliveira: É exatamente isso que eu te falo, onde eu busco forças, porque se eu me entregar, eu posso não ajudar em tudo o que está acontecendo. É aí que eu busco e peço forças a Deus, que ele me ajude para eu poder ajudar, porque eu vou ajudar, no que eu puder, eu vou ajudar.
Patrícia Poeta: Por justiça?
Ana Carolina de Oliveira: Por justiça.
Patrícia Poeta: Você faria alguma coisa diferente se você tivesse uma segunda chance?
Ana Carolina de Oliveira: Olha, Patrícia, eu fiz tudo, tudo por ela. Eu não fiquei devendo nada nessa vida para ela, nada. O meu amor de mãe, a minha dedicação, tudo eu fiz por ela enquanto ela esteve comigo.
Patrícia Poeta: Esse vai ser o seu primeiro dia das mães sem a Isabella, como fica o coração nessa hora?
Ana Carolina de Oliveira: Eu não procurei pensar como vai ser o meu dia, mas acho que vai ser o dia mais triste da minha vida, porque há cinco anos, seis anos, porque no primeiro Dia das Mães eu já estava grávida, eu já era mãe. Vai ser o sétimo ano da minha vida que eu não sei o que é não ser mãe. Eu sou mãe, vou me considerar mãe para o resto da vida, mas eu não sei o que é não ter um abraço. Tudo o que eu sinto, e o que vai acontecer comigo, vai ser junto com a minha mãe.
Patrícia Poeta: Você gostaria de deixar alguma mensagem para esse dia das mães?
Ana Carolina de Oliveira: Primeiro eu quero agradecer a todas as pessoas que estão me ajudando. Vou continuar lutando pela minha filha enquanto eu estiver aqui, em nome dela. E dizer que eu acredito que a justiça vai ser feita nesse país.
Patrícia Poeta: Vamos encerrar. Eu queria agradecer você por ter aceitado dar essa entrevista para a gente, pela primeira vez na frente das câmeras, e dizer para você que eu desejo, assim como eu já falei para você inúmeras vezes ao telefone, que eu desejo sorte, mais força ainda para você seguir o seu caminho.
Ana Carolina de Oliveira: Obrigada.
Patrícia Poeta: Boa sorte.
Ana Carolina de Oliveira: Obrigada.
Amanhã, terça-feira, o desembargador Caio Canguçu de Almeida deve se manifestar sobre o pedido de habeas corpus para Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Se o pedido for aceito, o casal - que está preso desde quarta-feira - será libertado. Caso contrário, os advogados ainda podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça.

CHINA CONTA VÍTIMAS DE TERREMOTO

Estudante é carregada após terremoto na cidade de Qionglai, na província de Sichuan

Um terremoto de 7,8 graus da escala Richter nesta segunda-feira (12) deixou pelo menos 107 mortos e cerca de 900 estudantes sob escombros de uma escola no sudoeste da China. A informação é da agência de notícias estatal “Xinhua”.
Dezenas de edifícios desabaram e o Exército foi enviado para ajudar nas tarefas de resgate.
O epicentro do tremor, registrado às 14h30 locais (3h30 de Brasília), foi localizado a 93 km ao noroeste de Chengdu, capital da província Sichuan e onde vivem mais de 10 milhões de pessoas, segundo o Instituto Nacional de Geofísica dos Estados Unidos (USGS).
Uma pessoa faleceu no desabamento de um depósito de água no distrito de Santai e pelo menos quatro crianças morreram no desabamento de duas escolas primárias, que também teriam deixando 100 feridos, no distrito de Liangping, perto da cidade de Chongqing, segundo a imprensa oficial.
Filas inteiras de casas desabaram em uma cidade situada perto do epicentro, Dujiangyan, que tem população de 600 mil habitantes. "O presidente Hu Jintao ordenou grandes esforços para resgatar as vítimas do tremor de terra", informou a agência oficial Xinhua.
"O Exército foi mobilizado para auxiliar o governo local do distrito de Wenchuan a avaliar a situação e ajudar nas tarefas de resgate", explicou Tian Yixiang, do Exército Popular de Libertação e membro do departamento de situações de emergência. O aeroporto internacional de Chengdu, capital de Sichuan, foi fechado provisoriamente após o tremor. O primeiro-ministro chinês Wen Jiabao visitou o distrito de Wenchuan. Em Pequim, foi registrado um tremor de 3,9 graus pouco depois do forte terremoto no sudoeste do país. Até o momento não foram registrados danos ou vítimas na capital chinesa, mas prédios foram esvaziados imediatamente. A secretaria responsável pelos terremotos desmentiu ter alertado contra novos tremores em Pequim, como havia informado em um primeiro momento o site do Diário do Povo.
O terremoto foi sentido em Xangai, Hong Kong, Bangcoc, Hanói e Taipé. Um repórter do canal de televisão CCTV afirmou que em Chengdu os habitantes saíram às ruas, mas os transportes públicos e o fornecimento de energia elétrica não foram prejudicados. Porém, os serviços de telefonia celular foram afetados pelo tremor. De acordo com a televisão estatal, as infra-estruturas de Chongqing não parecem ter sido abaladas.

domingo, maio 11, 2008

BRASIL SERÁ CELEIRO DO MUNDO JÁ, JÁ

A crise alimentícia que tem trazido preocupação ao mundo mostra-se uma boa oportunidade para o crescimento do agronegócio brasileiro.
Segundo especialistas em economia agrária, o país é uma das nações mais preparadas para suprir a atual escassez de alimentos – ganhando mercados e lucros para seus agricultores no processo. “Somos o principal beneficiário dessa conjuntura”, afirma Marcos Fava Neves, professor de estratégia do curso de Administração da USP.
“Hoje, já somos líderes mundiais na produção de diversos produtos agrícolas, como carne bovina, suco de laranja e soja. Amanhã, o Brasil poderá ser o celeiro do mundo, a solução do problema da inflação dos alimentos”, proclama. "Estamos vindo de uma safra muito boa, rentável ao produtor, com muito investimento em tecnologia. Isso implica aumento de produtividade e dá uma boa perspectiva", confirma Ana Laura Menegatti, analista da consultoria MB Agro.
Safra recorde
A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que, neste ano, a safra atinja um recorde de 142,03 milhões de toneladas de grãos colhidos. Esse volume representa um crescimento de mais de 120% em apenas dez anos – a safra 1997/1998 foi de 76,558 milhões de toneladas de grãos. Ainda assim, as perspectivas são de forte incremento da produção. O país tem cerca de 400 milhões de hectares de terras aráveis. Desse espaço, apenas cerca de 60 milhões de hectares são hoje destinados à agricultura. "Entre os grandes produtores, o Brasil é o que tem mais área potencialmente arável. Pode crescer tanto por incorporação dessas áreas, onde o país tem vantagem, como por aumento de produtividade. O Brasil pode se destacar em agricultura", diz Ana Laura.

DIA DAS MÃES: RONALDO VAI SER PAI DE NOVO

O atacante Ronaldo poderá ser pai pela segunda vez. Segundo o jornalista Ancelmo Gois, em sua coluna deste domingo no jornal "O Globo", a namorada do jogador do Milan, Maria Beatriz Antony, está grávida. A informação é de uma pessoa próxima à família da engenheira de 25 anos. Pai de Ronald, 7 anos, fruto do casamento com Milene Domingues, Ronaldo passou por uma cirurgia de vasectomia, mas fez uma operação para reverter o processo e voltar a ter condições de ser pai. Em entrevista ao programa "Fantástico", da Rede Globo, no último dia 3, Ronaldo revelou que ele e sua namorada tiveram uma "briga boba" antes do encontro do jogador com três travestis em um motel da Barra da Tijuca (Zona Oeste do Rio de Janeiro). Após a divulgação do caso, Maria Beatriz rompeu a relação com o atacante. Mas segundo o jornal "Extra", os dois reataram o relacionamento na semana passada.

NARDONI MANDA BEIJO PARA ANNA JATOBÁ

Os advogados Ricardo Martins e Rogério Neres levaram neste sábado (10) um recado de Alexandre Nardoni, pai de Isabella, para sua esposa, Anna Carolina Jatobá, que se encontra desde quinta-feira (8) presa na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, a 138 km de São Paulo. "Ele disse que a ama e mandou um beijo para ela", revelou Ricardo Martins, ao chegar no local, na tarde deste sábado.
A defesa do casal, no entanto, não pôde entrar no presídio, como planejava. "É um direito não do advogado, mas é um direito que assiste ao cidadão a gente poder falar com a pessoa que está presa a qualquer momento", disse Rogério Neres, ao chegar.
Apesar de a visita não ter sido permitida, eles conseguiram obter informações sobre Anna Carolina. "As condições que nos foram informadas é que ela se encontra bem, está no isolamento e permanecerá durante todo este período, de aproximadamente 30 dias, se o habeas corpus não sair antes disso, isolada", afirmou Ricardo Martins, depois de 1h30 de visita.
Certificado
Antes, os dois advogados estiveram por volta das 12h deste sábado no 13° Distrito Policial, na Avenida Casa Verde, Zona Norte de São Paulo. Eles apresentaram o certificado de colação de grau do pai de Isabella, obtido em 2007 no curso de direito.
A Polícia Civil havia dado o prazo até o meio-dia deste sábado para que o documento fosse apresentado. Sem a comprovação de que tinha curso superior, Alexandre perderia o direito de permanecer em uma detenção especial e poderia ser transferido para um Centro de Detenção Provisória (CDP).
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), sem o documento a polícia notificaria a Justiça e Alexandre Nardoni deveria ser encaminhado para um presídio comum. A madrasta de Isabella, que não concluiu o curso de direito, está em regime de observação - sem direito a visitas - em um presídio no interior de São Paulo.
Apesar de o certificado ter garantido a permanência em prisão especial, os policiais do 13º DP já haviam pedido na sexta-feira (9) a transferência do pai de Isabella. O pedido foi feito depois que os presos da delegacia fizeram um protesto. Eles escreveram no pátio que não querem a presença do pai da menina. No fim da tarde, a Corregedoria dos Presídios informou que aguardava uma vaga em outra cadeia para realizar a transferência.
Pedido de liberdade e de anulação
Os advogados do pai e da madrasta de Isabella protocolaram, por volta das 18h50 de sexta-feira (9), pedido de habeas corpus para o casal no Fórum João Mendes, no Centro de São Paulo. O advogado Marco Polo Levorin disse que nas 96 páginas do documento, a defesa vai pedir a revogação da prisão preventiva e também a analução do recebimento da denúncia do Ministério Público (MP) pela Justiça. A decisão dos dois pedidos não precisa ser dada ao mesmo tempo.
A defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, alega que há trechos que induzem a um pré-julgamento no processo que acusa o casal de homicídio triplamente qualificado. “Em algumas afirmações que foram feitas (no processo), nós entendemos que houve um pré-julgamento”, disse Levorin.

CICLONE: DOENÇAS RONDAM SOBREVIVENTES

As vidas de um milhão e meio de pessoas afetadas pelo ciclone Nargis em Mianmar correm sério perigo por causa das doenças, se não receberem de com urgência atendimento médico e água potável, alertou neste domingo (11) a organização de ajuda contra a pobreza Oxfam Internacional.
A chefe do grupo no Sudeste Asiático, Sarah Ireland, disse, em comunicado, que há "todos os fatores" para que se produza uma autêntica catástrofe sanitária.
Ireland afirmou que o número de mortos aumentará seguramente acima dos 100 mil e, com o passar do tempo, será até 15 vezes maior.
"Sabemos que há um risco real de uma catástrofe em massa acontecer em Mianmar", afirmou Sarah.
Segundo o último balanço oficial provisório, o ciclone Nargis que arrasou no fim de semana passado o sul de Mianmar deixou quase 23 mil mortos e mais de 42 mil desaparecidos. Porém, algumas estimativas de diplomatas chegam a citar a possibilidade de 100 mil mortos. Em Genebra, a ONU anunciou que pedirá ajuda à comunidade internacional para arrecadar fundos de ajuda aos 1,5 milhão de desabrigados birmaneses durante seis meses.

JORNAL NACIONAL REVELA E-MAIL DO DOSSIÊ

O Jornal Nacional teve acesso com exclusividade ao e-mail que foi usado por um funcionário da Casa Civil para vazar o dossiê com gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso.
O Instituto de Tecnologia da Informação (ITI) descobriu como o dossiê vazou da Casa Civil. José Aparecido Nunes Pires (foto), secretário de controle interno do ministério, mandou as informações por e-mail para André Eduardo da Silva Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias, do PSDB. O e-mail foi enviado pelo endereço japarecido@planalto.gov.br para André Eduardo da Silva Fernandes, no dia dia 20 de fevereiro, às 11h47. O e-mail tem dois arquivos. No primeiro, um texto técnico. No segundo, uma planilha excel com gastos de 1998 a 2002. Em pastas, há depesas da ex-primeira-dama, Ruth Cardoso, e da chef de cozinha Roberta Sudbrack. As dos ex-ministros Eduardo Jorge, Arthur Virgílio e Clóvis Carvalho aparecem em branco. O arquivo foi feito pela Presidência da República, no dia 11 de fevereiro.
A ministra Dilma Rousseff passou o sábado em Brasília. Ela não se manifestou sobre o laudo preliminar do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), responsável pela perícia nos computadores da Casa Civil.
A ordem no Planalto é esperar pelo fim da sindicância e da investigação da Polícia Federal sobre o vazamento do dossiê com os gastos sigilosos da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso.

sexta-feira, maio 09, 2008

JUSTIÇA VOLTA A SUSPENDER PROPAGANDA DA PREFEITURA DE MOC NA TV

Jackson Antunes tenta, na TV, convencer o povo de que a prefeitura trabalha

Atendendo denúncia formulada pelo vereador Athos Mameluque, do PMDB, e apresentada por dirigentes do PR, PMDB, PSDB e DEM, o juiz eleitoral Danilo Campos concedeu sexta-feira liminar suspendendo a propaganda veiculada pela prefeitura de Montes Claros no horário nobre da InterTV, afiliada da rede Globo. Essa decisão da justiça em relação às propagandas enganosas da administração municipal já estão virando rotina.
Segundo o magistrado, a mídia da governança solidária, que tem como garoto propaganda o ator Jackson Antunes, infringe a disposição legal que veda a utilização na propaganda institucional dos órgãos públicos de símbolos, nomes ou imagens que possam caracterizar promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
O juiz Danilo Campos deu o prazo de 48 horas, a partir de ontem, sexta-feira, para suspensão da peça publicitária, fixando em três mil reais a multa diária em caso de descumprimento da liminar. Mais ainda, a justiça eleitoral notificou a emissora responsável pela veiculação de que, na hipótese de não acatar sua decisão, responderá judicialmente pela ordem judicial.
PROPAGANDA EXTEMPORÂNEA
Na ação, os partidos políticos alegam que a publicidade da prefeitura de Moc vem sendo feita ao arrepio da lei, posto que veicula com o escopo de promoção pessoal do prefeito, embora a legislação proíba expressamente a propaganda extemporânea, bem como a propaganda subliminar.
Segundo o documento, a propaganda da governança solidária trata-se na verdade de publicidade marcada por grandes efeitos, frases promocionais, trucagens, tudo em desconformidade com o princípio da impessoalidade, como se a publicidade pública pudesse explorar a gestão como um produto mercadológico.
Mais ainda, o advogado Mércio Heberth Cardoso chama atenção para o fato de a mídia divulgar obras do governo federal, como o restaurante popular, como se fossem executadas pelo prefeito Athos Avelino, com paródia do cantor Zeca Pagodinho, certamente licenciada por um custo vultoso.
Há informações que a propaganda a ser tirada do ar fazia parte de um pacote de sete comerciais contratados junto ao ator Jackson Antunes. E que outra dispendiosa peça publicitária já estaria negociada com a atriz Deborah Falabella, também da Globo. Todas induzindo os telespectadores a acreditar que a prefeitura de Moc esteja realmente trabalhando.

RESENHA DO RÊ

Este filho de dona Laura e Carlos Santos Rodrigues, carnavalesco da Academia da Vila. Traição ao bloco Saci? Claro que não. É questão puramente geográfica.

UM PÉ NO SACI...
A exemplo do que já aconteceu em Brasília de Minas, vamos ser destaque do carnaval temporão, dias 23 e 24 que vêm. A homenagem foi idealizada por Josecé Alves do Santos e nos sentiremos muito eufóricos em desfilar no bloco Saci.
Com muito samba no pé.

...E OUTRO NA VILA
Por questão geográfica, temos prestigiado os ensaios da Academia da Vila, que voltará a homenagear o cometa Halley. Marden, Dener, Luciano de Jesus e Moacir dizem que está lá nosso coração, quando na realidade está nossa moradia. O resto é futrica.
De JJ.

DE PÉ EM PÉ
Aliás, neste final de semana estaremos no Morada do Parque para prestigiar a turma do Saci e reafirmar a Josecé nossa paixão pelo bloco.
Sem traição.

QUESTÃO DE ÉTICA
Para o presidente da câmara municipal, Cori Ribeiro, é difícil fazer política em meio ao desgaste inerente à função. Mesmo assim, e vencendo obstáculos variados, vai em frente, fazendo a diferença em relação aos que simplesmente dão uma banana aos eleitores assim que assumem o poder.
É preciso citar nomes?

GRITARIA
O pessoal da InterTV precisa equalizar o som entre sua programação normal e os comerciais. Não há ouvido que agüente o aumento de volume nos intervalos publicitários. A emissora precisa implantar equipamentos de última geração ou tomá-los emprestado da Record.
Ou do SBT.

MOMENTO CRISTÃO
Idalino Botelho convida os crentes para o II Cerco de Jericó, que acontece até este domingo, na Paróquia São João Batista. Além de monsenhor Rocha e do padre Oldair, haverá participação especial da comunidade Palavra viva.
Vamos rezar, gente!

TURMA DA HORA
Gilvan, Vanim, Swed, Juliana e o popular Murrinha ganharam nota 10 de atendimento na lanchonete Night Club da Avenida Sanitária, conforme critério adotado pela Associação montes-clarense dos consumidores.
Não é, Eltinho?

NOVO OLHAR
Chega um convite bacana, para a palestra A arte da (im)possibilidade – Uma forma de perceber melhor a vida, a ser proferida no próximo dia 20, às 19h30, no Automóvel Clube. Assinam a agência Equilíbrio e a ACI.
Contato: 2101.3307.

REFLEXÃO
Pode um pai perder uma filha tragicamente e, passado um mês, manter uma frieza sepulcral como a de Alexandre Nardoni? O desdém da madrasta Ana Jatobá até que passa.
Mas o do pai...

LANÇAMENTO
25 de maio deverá figurar no calendário político deste ano como o dia que praticamente define o futuro administrativo de Moc. O candidato a prefeito pelo DEM já prepara o discurso de lançamento de sua candidatura.
Eu vi.

FEDOR
Gente, a Copasa abriu um buraco tão fedorento lá na esquina de casa que está dando até dor de cabeça. Pior que aquela fedentina do Alto Floresta, nas bandas do JK.
Argh...

CHUMBO TROCADO NÃO DÓI...
Como bom cruzeirense, e a exemplo de seu ídolo Ronalducho, Estevim foi surpreendido com três travecos numa boate da Vila Ipiranga. Jura que ficou três horas apenas batendo papo.
Sem trocar nada...

PROCURADOR LEVA RONALDO À JUSTIÇA

A fase não anda nada boa para Ronaldo. Segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal “Folha de São Paulo”, o atacante do Milan deve comparecer nesta sexta-feira na 71ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. O motivo? O Fenômeno está sendo processado por Aloisio Faria de Freitas, que foi procurador do craque por uma década e agora cobra direitos trabalhistas. Será a primeira audiência do processo, aberto recentemente. O ex-procurador de Ronaldo pede que o juiz estipule o valor que tem a receber. A causa é estimada em R$ 1 milhão. Aloisio Faria de Freitas é considerado perigo maior para a imagem do craque que o travesti Andréia (com o qual o Fenômeno se meteu em uma grande confusão no ano passado - confira no vídeo acima), tal a quantidade de informações que detém sobre a vida financeira e pessoal do jogador.

ISABELLA: PAI E MADRASTA INICIAM CALVÁRIO

No começo da madrugada desta sexta-feira (9), a madrasta de Isabella Nardoni, Anna Carolina Jatobá, chegou a sua terceira carceragem desde que foi levada para cumprir a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ameaças das detentas do presídio onde ela estava em São Paulo motivaram a transferência. Alexandre Nardoni permanece no 13º Distrito Policial, onde no fim de quinta-feira (8) passou a dividir cela com outros detentos.
Por volta das 20h de quinta, dois carros com vidros escuros foram usados para fazer a transferência de Anna Carolina para a Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, a 138 km de São Paulo. A unidade fica próxima à região central da cidade e tem capacidade para 180 detentas. O local abriga 140 presas já condenadas e outras que ainda aguardam julgamento. Suzane von Richthofen cumpre pena no mesmo presídio.
No primeiro dia de Anna Carolina na carceragem, as detentas da penitenciária na Zona Norte de São Paulo mostraram sinais de irritação com a presença da acusada de homicídio triplamente qualificado. Elas escreveram na quadra da cadeia um recado para Isabella Nardoni em que faziam referência a madrasta. “Homenagem Isabella, presente Dia das Mães. Assassina maldita”, dizia o recado deixado pelas presas no chão. Anna Carolina esteve em uma cela de quatro metros de largura por cinco metros de comprimento. O local tem duas camas de cimento, um vaso sanitário e um chuveiro. Ela recebeu um colchonete e passou a usar uniforme, calça cáqui e camiseta branca, durante o período que passou no presídio da capital paulista.
Fim do isolamento
A situação do pai de Isabella é diferente da encontrada por Anna Carolina. Não há informações de que ele tenha sofrido ameaças. Ele já divide os mesmos espaços com outros presos na carceragem do 13° Distrito Policial. Na tarde de quinta-feira ele tomou banho de sol junto com outros presos e depois passou a dividir uma cela de 12 metros quadrados com outros três detentos. Os colegas de cela de Alexandre também são acusados de assassinato.Alexandre chegou até mesmo a encontrar na delegacia um preso que conheceu quando ficou detido pela primeira vez, durante a prisão temporária no 77º Distrito Policial, na delegacia de Santa Cecília.
Pedido de liberdade
A defesa do casal deve entrar nesta sexta-feira (9) com o pedido de habeas corpus para que o casal responda ao processo em liberdade. O julgamento do mérito do habeas corpus é decisivo para estabelecer quanto tempo levará até que o ação penal instaurada contra o casal seja concluída. O julgamento do casal pode demorar até quatro anos para ser realizado se os réus estiverem em liberdade. A avaliação foi feita por dois juristas entrevistados pelo G1. Se os acusados continuarem presos, o julgamento deve acontecer mais rápido, pois a Justiça prioriza o julgamento de réus detidos. Assim que o pedido de habeas corpus chegar ao Tribunal de Justiça de São Paulo, ele será analisado pelo desembargador Caio Canguçu de Almeida. O desembargador foi quem, em abril, autorizou a liberdade de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá depois de oito dias presos.

quinta-feira, maio 08, 2008

ÉGUA MORTA COMEÇA A SER RIFADA AMANHÃ

Sarney Jomesoli, Camila Brito, Bárbara Christina, Wendy Motta, Edna Oliver, Aldinon Duarte, Ademar Reys e José Moreira

Este é o grupo Oficinato, que apresenta, de hoje a domingo, a peça A rifa da égua morta, com texto, direção e produção de Aldo Pereira. O espetáculo será exibido às 19, 20 e 21 horas, no Centro Cultural. O ingresso antecipado custa R$ 5, e na portaria, R$ 10, com meia para todos.
Genaro, Zequinha e Firmino são três matutos típicos da região norte mineira, metidos a espertos. Vivem aplicando pequenos golpes nas pessoas de boa fé do sertão e, às vezes, até mesmo entre eles.
Firmino, por ser apaixonado com Zita (filha de Genaro e irmã de Zequinha), se transforma num alvo fácil para as famosas trapaças dos caipiras, ao comprar uma égua morta.
Inocente (entre aspas), pagou o bicho adiantado, por exigência do suposto sogro, com a promessa de receber o animal no dia seguinte bem cedinho. Sendo alertado o tempo todo de que onças andavam atacando animais na calada da noite por aquelas redondezas, estavam desta forma arquitetando e antecipando mais um golpe.
O espetáculo também estará participando da 7ª Mostra de Teatro, que acontecerá em julho próximo.

MOVIMENTO DOS SEM-CASA INSTALA FAVELA EM MOC

A invasão de cerca de 30 famílias começou no fim de abril. Um terreno na Vila Oliveira foi o escolhido para os sem-casa construírem seus barracos.
Os ocupantes alegam que tomaram a decisão como forma de protesto pela falta de um projeto de moradia para quase 1.500 pessoas.
O movimento tem o apoio da Comissão Pastoral da terra da Vila Oliveira.

MULHER MANTIDA 18 ANOS NESTE CÁRCERE

Um dia após a divulgação do crime denunciado pela polícia, a casa do sítio, na área rural de Pedranópolis, a 563 km de São Paulo, está vazia. O local foi o cenário de horror para uma mulher de 36 anos e as duas filhas. Durante 18 anos, a mulher foi obrigada a ficar dentro da propriedade sem ter qualquer contato com parentes e amigos. Segundo a polícia, o companheiro dela, de 50 anos, ameaçava matar a vítima e as filhas se elas desobedecessem as ordens dele.
A mãe da mulher, que prefere não se identificar, sabia do comportamento do suspeito, mas tinha medo de se aproximar. “Sabia dos maus-tratos dele. Sabia que ele fazia agressão com as filhas, com ela. E eu não podia fazer nada porque ele não queria que eu fosse na casa dele e nenhum dos meus filhos", disse. A mãe ficou 18 anos sem conversar com a vítima. Ela também nunca pode falar com as netas.
O agricultor de 50 anos foi preso em flagrante. Na casa da família, a polícia encontrou revólveres, uma espingarda calibre 28 e munição. O suspeito não tem antecedentes criminais e vai ficar preso até o fim das investigações.
A delegada responsável pelo caso, Maristela Marques Lima Dias, começou a ouvir as testemunhas. Ela tem 30 dias para concluir o inquérito. “Ele justificou que era tudo feito para os filhos. Que todas as atitudes dele seriam em benefício das filhas“, disse.
A descoberta do caso chocou os moradores da pequena Pedranópolis, que tem 2.700 habitantes. Com a prisão do suspeito, a mãe e a vítima voltaram a ficar juntas. Segundo a família, a mulher vai precisar de ajuda psicológica para voltar a viver da forma como sempre deveria ter sido: livre. As filhas do casal também tentam levar a vida de forma normal, apesar do ocorrido. A mais velha foi à escola nesta quinta-feira (8). A mais nova precisou ir ao médico para tratar de uma infecção.

CASO ISABELLA: O CHORO NA HORA DA PRISÃO

A madrasta de Isabella Nardoni, Anna Carolina Jatobá, foi transferida nesta quinta-feira (8) para a Penitenciária Feminina de Sant'Anna, na Zona Norte de São Paulo. Ela saiu às 10h do 97º Distrito Policial, em Americanópolis, na Zona Sul, onde passou a noite, e chegou à penitenciária às 10h35.
Usando uma roupa laranja, Anna saiu da delegacia levada pelo delegado Luiz Antonio Pinheiro, do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GOE). Ao entrar no carro do GOE, a madrasta de Isabella começou a chorar.
Anna Carolina foi presa na noite de quarta-feira (7) por ordem da Justiça e levada para o 97° DP. Ao entrar na cela, à 1h15 desta quinta, Anna também chorou. Após um lanche servido por uma carcereira, ela passou a ler a Bíblia. Não havia chuveiro na cela, apenas um sanitário.
Confinada em uma cela de 18 metros quadrados do 97°DP, Anna Carolina passou a madrugada gelada sobre um papelão, segundo o delegado José Tanganelli. Para se aquecer, de acordo com o mesmo policial, ela se cobriu com um cobertor. Um termômetro da Rodovia dos Imigrantes, próximo ao complexo, marcava 10ºC por volta das 5h.
Durante a madrugada, duas mulheres também ocuparam outras duas celas do distrito - são quatro, ao todo. Anna foi mantida numa cela exclusiva. O delegado disse que ela não foi levada para um dos centros de detenção da capital ainda na quarta porque o horário limite para a transferência de presos termina às 17h.
Nardoni
Alexandre Nardoni foi levado para o 13° Distrito Policial, na Casa Verde, Zona Norte de São Paulo, onde é mantido isolado dos demais 33 detentos no local. Pelo mesmo distrito, já passaram o empresário Oscar Maroni e o jornalista Roberto Cabrini.
Nardoni ocupa uma cela individual com 2 metros por 1 metro, enquanto as demais têm 5 metros por 5 metros. O delegado titular, Reynaldo Peres, disse que nem todos os detentos têm televisões, mas alguns conseguem acompanhar a programação das emissoras e conhecem o caso Isabella. Entretanto, ele acredita que o pai da menina não será hostilizado. "Eles estão acostumados a receber grandes figuras", afirmou.
Segundo Peres, Nardoni deve ficar sozinho por poucos dias. “Por livre iniciativa, vou deixá-lo sozinho por um ou dois dias até sentir se ele pode ir para o convívio de outros presos.” De acordo com o delegado, a medida visa unicamente a preservação da integridade física do preso.
Atualmente, no 13º DP há uma média de sete pessoas por cela. Segundo Peres, o ideal seria que fossem cinco. Ele disse ainda que na cela para onde ele foi levado não há cama ou chuveiro. “Conforto aqui ele pode esquecer”, disse. Ainda de acordo com Peres, o local onde Alexandre está é reservado a presos temporários.
Prisão
Na tarde quarta, o juiz do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, Maurício Fossen, aceitou a denúncia oferecida pelo promotor Francisco Cembranelli e decretou a prisão preventiva do casal. Com a determinação, o casal passou a ser réu no processo penal e é formalmente acusado pela morte de Isabella.
O magistrado alegou que a prisão foi necessária "para garantir a ordem pública (...) em razão da gravidade e intensidade do dolo com que o crime descrito na denúncia foi praticado e a repercussão que o delito causou no meio social". Ele classificou o casal como ¨pessoas desprovidas de sensibilidade moral e sem um mínimo de compaixão humana".
Habeas corpus
O promotor que acompanha o caso, Francisco Cembranelli, disse acreditar "que a vontade da sociedade brasileira foi levada em consideração". Já os advogados pretendem entrar com um pedido para que o casal acompanhe o processo em liberdade, mas antes pretendem ler o despacho do juiz para depois dar entrada ao pedido de habeas corpus.

quarta-feira, maio 07, 2008

UM MARACUJÁ PRA NINGUÉM BOTAR DEFEITO

A dona-de-casa Maria Zilio Gabineski colheu um maracujá de 1,2 quilo, no quintal de sua casa, em Sonora (MS). Maria ganhou do irmão a muda, e agora o pé está carregado de frutos enormes. “Colhi um que estava mais maduro, provei e é muito gostoso”, diz. A dona-de-casa pretende fazer geléias, doces e saladas de frutas com os maracujás gigantes.

DECRETATA PREVENTIVA DO PAI E MADRASTA DE ISABELLA

O juiz Maurício Fossen, do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, decretou nesta quarta-feira (7) a prisão preventiva de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá pela morte da garota Isabella, de 5 anos. O pedido foi encaminhado pela Polícia Civil e teve da tarde de terça-feira (6) parecer favorável do promotor Francisco Cembranelli.
O juiz também acatou integralmente a denúncia do Ministério Público contra o casal. Com isso, Alexandre e Anna Carolina passam a ser réus de processo judicial.
Até por volta das 18h20, Rogério Neres, um dos advogados do casal, não havia sido informado da decretação da prisão. O advogado disse, contudo, que, assim que tiver acesso à decisão, a defesa pretende entrar com pedido de habeas corpus para que Alexandre e Anna Carolina não fiquem presos. O procedimento deve ocorrer na sede do Tribunal de Justiça de São Paulo, na região central da capital.
Por volta das 18h, dois homens que seriam investigadores do 9º DP desceram de um carro de polícia que estacionou em frente ao prédio da família Jatobá, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e entraram no edifício. Eles não falaram com a imprensa. Às 18h40, havia oito carros de polícia na porta do prédio. O número de curiosos também aumenta a cada instante. No horário, já eram mais de cem pessoas próximas ao prédio.
De acordo com os advogados, o casal se apresentará voluntariamente à polícia. Se a 2ª instância do Tribunal de Justiça não conceder liberdade ao casal, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá podem ficar presos até o julgamento, caso a Justiça aceite a denúncia do Ministério Público.
A expectativa é que Alexandre Nardoni seja recolhido ao 13º Distrito de Polícia, na Casa Verde (Zona Norte), onde ficam custodiados detentos com curso superior, e que Anna Carolina Jatobá seja enviada à Penitenciária Feminina do Carandiru, na Zona Norte.
Denúncia
O promotor designado para tratar do caso, Francisco Cembranelli, protocolou na terça-feira (6) a denúncia em que acusa o casal de homicídio doloso triplamente qualificado (meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e para ocultar outro crime). Ele também encaminhou parecer favorável ao pedido de prisão preventiva do casal feito pela polícia.Para o promotor, Anna Carolina Jatobá esganou Isabella e Alexandre Nardoni arremessou a criança do 6º andar. “Ambos mataram”, disse Cembranelli em entrevista coletiva na tarde de terça-feira. Antes do crime, afirmou Cembranelli, houve uma “discussão acalorada” do casal motivada por ciúme de Anna Jatobá em relação a Alexandre Nardoni. Neste momento, a criança foi ferida por um objeto contundente na testa. Depois, a madrasta apertou o pescoço da vítima com as mãos. O promotor defende que, sabendo que a criança estava viva, Nardoni jogou Isabella pela janela, incentivado pela esposa.
‘Denúncia superficial’
Um dos advogados de defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Marco Polo Levorin, disse na terça-feira que a denúncia encaminhada pelo promotor à Justiça é superficial. "Nós entendemos que a denúncia é superficial. A gente vem ressaltando a vulnerabilidade das provas. A gente pode observar incongruências na própria denúncia. Agora haverá o transcurso da instrução criminal e a gente está confiante em uma decisão favorável ao casal", disse ele.