
Era para ser uma terça-feira como outra qualquer no pronto atendimento do Hospital Universitário Clemente de Faria. Entretanto, por volta das 17h de ontem, cenas marcantes presenciadas por quem aguardava atendimento e funcionários daquela instituição hospitalar demonstraram, uma vez mais, o caos em que se encontra a saúde pública no país e, por conseguinte, até onde um ser humano pode chegar, ou seja, no ápice do desespero à procura de atendimento médico, que lhe é teoricamente garantido na Constituição federal. De acordo com pessoas no local, a triagem não foi feita quando da chegada do paciente.
O jovem João Leonardo Fonseca tentou suicídio, chorou copiosamente, sorriu de forma irônica da situação vivenciada por ele próprio, cortou um dos braços, despiu-se totalmente por duas vezes e gritou de cima do balcão de atendimento do Hospital Universitário. Tudo isso por mais de duas horas, para chamar a atenção de médicos ou mesmo da direção do hospital, mas sem êxito.
De acordo com pastor Altemar, que também é vereador
Por volta das 18h, uma viatura da PM foi chamada ao local pela direção do hospital. O rapaz continuava a gritar. Funcionários do hospital corriam pelos corredores e saíam dos seus postos de trabalho, outros choravam diante de um quadro considerado estarrecedor. Funcionários que fazem a segurança no hospital procuravam passar tranquilidade ao rapaz. Depois de toda essa novela da vida real em busca de atendimento, depois das 19h ele foi levado para determinado local dentro do hospital, para ser finalmente atendido. (Reportagem: Samuel Nunes)
























