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A diretoria do Cruzeiro ameaça romper a parceria firmada com a Traffic para 2010 caso Fernandinho, do Barueri, feche acordo com o São Paulo. Nesta quarta-feira, através de sua assessoria de imprensa, o jogador admitiu que iniciou negociação com o clube paulista. Fernandinho é o primeiro nome da lista que o Cruzeiro pretende ter no ano que vem com dinheiro da Traffic.
A empresa, que atualmente é parceira de Fluminense e Palmeiras, adquiriu este ano a maior parte dos direitos de Fernandinho - o percentual não é revelado oficialmente, mas cogita-se que seja algo em torno de 70%. Em setembro, Zezé Perrella, presidente do Cruzeiro, disse ao programa Arena Sportv que a Traffic tinha um compromisso de repassar o atacante ao clube mineiro no ano que vem. Pesa, no entanto, o desejo do jogador de disputar a Libertadores, meta que está mais próxima do São Paulo que do Cruzeiro, apesar da arrancada celeste no segundo turno.
Além de Fernandinho, Rafael Coelho, do Figueirense, era outro nome cotado para defender o Cruzeiro através da Traffic.
Mascherano dá carrinho
A quarta-feira, 14 de outubro de 2009, está eternizada: é a data
Esteve longe de ser uma partida bonita, técnica, de grandes virtudes. E pouco importa que tenha sido assim. O duelo desta quarta-feira foi e sempre será marcado por uma dramaticidade única, dada a situação dos rivais - a reunião do desespero de dois gigantes sul-americanos no clássico do Rio da Prata.
Por tudo isso, após o final da partida, ainda no campo, Maradona e os atletas se abraçaram, alguns choraram. E também não se esqueceram de atacar a imprensa.
- Tem que lutar até a morte. Porque eu amo a Argentina e a levo no coração. Não me importa o que digam os jornalistas. A puta que os pariu! – disse Dieguito, abraçado ao diretor técnico Carlos Bilardo.
Com o resultado, a Argentina fechou as eliminatórias com 28 pontos, na quarta colocação, atrás de Brasil, Paraguai e Chile. O Uruguai foi o quinto, com 24. O Equador parou nos 23 e ficou fora da Copa da África do Sul.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e seus negociadores se reúnem na embaixada brasileira no país, nesta quarta.Na tarde de ontem, terça-feira, a Polícia Militar prendeu um homem acusado de manter uma mulher em cárcere privado, abusando sexualmente da vítima e alimentando seu vício de drogas. Isto durante cerca de 40 dias. Conforme boletim de ocorrência, a prisão ocorreu pouco antes das 17h, na Rua Zuza Engraxate, 152, Vila Campos.
Segundo a mãe da menor, M. S. A., há aproximadamente 40 dias sua filha P.A.O., de 19 anos, saiu de sua residência para participar do Carnamontes, não mais retornando.
M. diz que procurou sua filha todos esses dias, chegando a imaginar que ela estivesse morta, porém, não fez o registro junto à polícia. Ontem, foi informada por terceiros que uma pessoa com as mesmas características de sua filha foi vista em uma residência na Vila Campos, onde gritava por socorro.
Acionada a PM, viaturas do Gate, sob o comando do sargento Oliveira, e outra viatura comandada pelo sargento Faustino, compareceram à casa, que estava trancada, onde Cláudio Anderson Alves de Jesus, de 31 anos, servente de pedreiro, se recusava a abri-la.
Diz ainda o BO 61.108/09, do sargento Auro César: “Os policiais ouviram gritos no interior da residência, momento então que eles invadiram o local, estourando o cativeiro. No interior da residência, a vítima foi localizada dentro de um pequeno banheiro. Ela chorava muito e encontrava-se bastante debilitada, apresentando um inchaço enorme no joelho esquerdo.”
P. foi resgatada e encaminhada para hospital, onde confessou ser usuária de drogas e que, durante o Carnamontes, Cláudio Anderson lhe ofereceu drogas e a levou para sua residência. Desde então a manteve presa no interior da casa, obrigando-a manter relações sexuais por diversas vezes com ele. Diz ainda que foi ameaçada, torturada e agredida fisicamente e somente nesta data conseguiu gritar por socorro.
Cláudio Anderson Alves de Jesus foi preso e entregue à delegacia.

Luciano Huck postou
O apresentador, que esteve no país para comandar a segunda edição do “Dia da amizade Angola Brasil”, realizada no sábado (10), fez uma legenda bem humorada para a imagem. "Depois de Angola, e de conversar com minha esposa, confesso com quem passei a noite", brincou.
Luciano também aproveitou o microblog para elogiar o colega de voo. "Quem é rei, nunca perde a majestade. Viva o Rei Pelé. Gentil e atencioso com todos. E carrega na mala de mão fotos dos filhos quandodo crianças.Ah...e carrega também um peão. Aquele brinquedo das antigas. O rei é tão bom no peão, como era com a bola. Incrível", comentou.
No sábado (10), Luciano já havia usado o Twitter para comentar as impressões que teve do país africano. “Obrigado Angola pelo carinho. Eles gostam muito de nós brasileiros. Um povo sofrido pela pobreza e guerra, mas muito educado e feliz!!!”, escreveu.
Sob o pretexto de visitar canteiros de obras da transposição do rio São Francisco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai colocar o pé na estrada. Mas a missão não declarada é resolver os imbróglios das alianças para a eleição presidencial de 2010, mas cuja realidade política ainda é um problema para os planos do presidente de emplacar a ministra Dilma Rousseff como sucessora.
EM MINAS
O presidente e sua candidata à sucessão, acompanhados do governador Aécio Neves e do ministro Geddel Vieira Lima, irão percorrer as obras da transposição
NA BAHIA
Logo após, na Bahia, Lula e comitiva visitarão o município da Barra, no Oeste do estado. A agenda oficial prevê passeios às obras de revitalização. Mas, é na agenda extra oficial que ambos irão concentrar esforços. É que a Bahia vive um confronto entre PT e PMDB, considerado um obstáculo à aliança nacional dos dois partidos. O PT estadual quer reeleger o governador Jacques Wagner e já anunciou que não abrirá mão dessa candidatura. Enquanto isso, os peemedebistas já anunciaram que pretendem lançar o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, para concorrer à vaga.
A missão da dupla Lula-Dilma será oferecer um plano alternativo à candidatura de Geddel. Deputados do PMDB acreditam que o ministro aceitaria, por exemplo, a indicação para uma vaga no Senado, desde que sua eleição tenha amparo suprapartidário a ponto de garantir a vitória. O problema é que o PT baiano anunciou a intenção de lançar o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, para o cargo de senador. A esperança dos que ainda apostam na aliança entre PT e PMDB é que Lula consiga intervir nas articulações estaduais com um jogo de cintura suficiente para não desagradar ninguém.
CONTROVÉRSIA
A transposição do rio São Francisco é uma discussão antiga no governo federal e teve início em 1985. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso ganhou força e visibilidade. Também começou a despertar polêmicas. O projeto de transposição do rio São Francisco consiste na transferência de águas para abastecer pequenos rios e açudes da região Nordeste que possuem um déficit hídrico durante o período de estiagem. O problema é que especialistas divergem sobre os impactos dessa transposição. Os que são contrários afirmam que a obra - já orçada em R$ 5 bilhões - vai deteriorar ainda mais o rio e atender a apenas 0,3% da população que das regiões. (Reportagem: Izabelle Torres)
Cartuchos calibre 12 foram encontrados no local perto do corpo do adolescente.
O jornalista Fabrício Bataglini (foto), da Rede Globo, foi assaltado na noite do último domingo (11), em Moema, zona sul de São Paulo (SP). De acordo com a polícia, dois homens roubaram a vítima, que retornava para casa, e fugiram em sequência.
Hipnose sempre rende polêmica. E o que dizer de David Knight O inglês, conhecido como "The Mind Persuader" (o Persuasor da Mente), garante que turbina seios sem que as mulheres precisem passar por cirurgia plástica.
Um dos quadrigêmeos que nasceu ontem em Piranga.
O aeroporto de Manchester, na Grã-Bretanha, iniciou nesta semana testes com uma máquina de raio-x que mostra os passageiros "pelados", para acelerar o processo de checagens de segurança e procurar armas ou explosivos escondidos.
Parque de La Paz onde aconteceram os crimes.

Frequentadores de um restaurante na cidade indiana de Ahmedabad, no oeste do país, têm companhias nada convencionais na hora de comer e beber: caixões. Entre as mesas do local, existem 22 caixões. Mas os clientes do restaurante parecem não se importar com a 'decoração' e se comportam como se nada de anormal estivesse perto da mesa onde se alimentam.
Um restaurante em Pequim, na China, é todo decorado com itens de banheiros. Os clientes contam com vasos sanitários no lugar de cadeiras e a comida é servida em privadas em miniatura.
Os clientes que fazem reserva nesse restaurante terão suas fichas criminais checadas, antes que sejam autorizados a frequentar o local. Quando chegam ao estabelecimento, suas bolsas e telefones celulares são confiscados e eles passam por um detector de metal. Para comer, somente talheres de plástico. O restaurante pouco usual fica em Volterra, na Itália, mais exatamente dentro da prisão de alta segurança Fortezza Medicea.
Em formato de caixão, restaurante na cidade de Lviv, na Ucrânia, tem decoração de funerária e pratos com nomes fúnebres. Dentro do 'restaurante da morte', clientes ficam acomodados em mesas cercadas por caixões e coroas de flores.
Um restaurante na China oferece um prato que é preparado de forma bastante polêmica. Antes de irem parar na panela, os frangos são mortos com uma picada de cobra. O prato é muito popular na província chinesa de Guangdong.
O restaurante Aurum, em Cingapura, decidiu criar uma nova maneira de servir os clientes: a comida é levada pelos garçons em mesas cirúrgicas e quem vai ao local tem de sentar em cadeiras de rodas douradas. Para acompanhar o extravagante ambiente, o restaurante serve a chamada 'gastronomia molecular' --os cozinheiros do estabelecimento usam de métodos científicos para criar novos sabores.
Um restaurante na capital da Letônia, Riga, decidiu inovar e criou um ambiente que lembra um hospital. Tanto o interior do 'Hospitalis' quanto o menu foram concebidos para lembrar um hospital. As paredes são brancas, o chão tem azulejos brilhantes e as paredes são decoradas com objetos cirúrgicos.
Cardápio de um restaurante em Guidel, na França, oferece gafanhotos e grilos fritos. O chef Alexis Chambon diz que é o único cozinheiro da França que, na preparação de seus pratos, usa gafanhotos e grilos.
Restaurante Urkupina, que fica nos arredores de
O Rio de Janeiro já tem novos Rei Momo e Rainha para o carnaval de 2010. Após meses de expectativa, o bancário Milton Rodrigues da Silva, de 30 anos, e a atriz Shayene Cesário Vieira, de 24, foram coroados na noite desta sexta-feira (9), na Cidade do Samba, na Zona Portuária. Milton conquistou o título pelo segundo ano seguido.
Nem mesmo a chuva e o atraso de quase duas horas tiraram o entusiasmo dos oito concorrentes ao posto de Rei Momo e das dez candidatas ao título de Rainha. Os ritimistas do grupo “Rio Samba Show” foram os responsáveis pela trilha sonora. O mau tempo, aliás, não intimidou o público, que compareceu em peso.
“Para quem gosta de samba e de carnaval não há programa melhor. Pode chover, cair um temporal, mas estamos aqui para torcer. Isso é a amizade, e o carnaval tem esse poder, de unir as pessoas”, disse a funcionária pública Maria Martins de 66 anos.
A noite era de festa. Luzes, torcidas, convidados especiais e, claro, muito samba. Nad
a faltou na grande final. Pela segunda vez na Cidade do Samba, o concurso de Rei Momo e Rainha do carnaval reuniu, ainda, representantes das 12 escolas do Grupo Especial. Mas o resultado que todos esperavam nada tinha a ver com as agremiações. “A partir de hoje o Rio conhecerá sua nova corte do carnaval”, disse o apresentador Jorge Perlingeiro.
Para o título de Rainha, as passistas, com idades entre 18 e 28 anos e altura mínima de 1,60m, tiveram que dominar a arte de sambar com saltos com média de 15 cm. Já para Rei Momo as exigências foram: idade entre 18 e 50 anos e altura mínima de 1,70m. Como acontece desde 2004, o quesito “peso” não foi obrigatório. Em ambos os casos, só puderam participar os candidatos que morassem na capital há pelo menos dois anos e com o primeiro grau completo.

Se a moda pega, muita gente pode se dar mal na internet: um jovem chinês acaba de pagar uma indenização para sua ex-namorada por publicar na web as cartas de amor que ela havia mandado enquanto ainda estavam juntos. O rapaz indiscreto foi considerado culpado pela justiça de Guangdong e foi obrigado a desembolsar 5 mil yuanes, o equivalente a R$ 1.275.
O rapaz da cidade de Shunde, que foi identificado pelo jornal “China Daily” apenas pelo sobrenome Liu, havia namorado a garota por mais de um ano. Há alguns meses, ela decidiu romper o relacionamento, deixando o rapaz desconsolado. Em vez de seguir em frente, ele começou a ligar para a casa da ex, insistindo para ser aceito de volta.
Quando a tática não deu certo, ele resolveu partir para a vingança.
Liu pegou as cartas de amor da ex-namorada e publicou vários trechos na internet, numa tentativa de difamar a “ingrata”.
A garota não gostou nada da brincadeira e entrou na Justiça, exigindo não apenas uma indenização, como também um pedido oficial de desculpas. Liu pagou e ainda teve de pedir desculpas em público por ofender os princípios morais da ex-namorada, já que as cartas eram um assunto pessoal e deveriam ter sido tratadas apenas como lembrança dos bons tempos juntos.

Oscar Wrigley é um menino inglês de 2 anos. E daí? Bom, a criança simplesmente tem o mesmo QI de personalidades da ciência como Albert Einstein e Stephen Hawking: 160. Oscar se tornou o mais jovem menino britânico a ser aceito na exclusivíssima Mensa, sociedade que reúne pessoas com altos quocientes de inteligência do mundo (clique para conhecer).
"Recentemente, Oscar falou à minha esposa sobre o ciclo reprodutivo do pinguins", contou Joe Wrigley, pai de Oscar.
"Todos os pais acreditam que os seus filhos são especiais, mas nós sabíamos que havia algo notável
A mãe, Hannah, fica fascinada com as habilidades do filho, que mora em Reading.
"O vocabulário dele é impressionante. Ele é capaz de construir sentenças complexas."
Peter Congdon, que acompanha o desenvolvimento de Oscar:
"Ele é uma criança com uma inteligência muito superior. Suas habilidades se encaixam no que costumamos atribuir a pessoas bem-dotadas intelectualmente."
QUEM É
Corretor de imóveis, de 32 anos, contratado pela Cetro, uma das empresas terceirizadas pelo MEC para a impressão do Enem. O serviço era feito na gráfica Plural
O QUE FEZ
Afirma que recebeu uma cópia da prova de um conhecido e, com outro colega, tentou vendê-la para a imprensa. Acabou indiciado pela Polícia Federal
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O corretor de imóveis Felipe Pradella parece não ter noção da gravidade da situação em que se envolveu. Indiciado pela Polícia Federal como um dos cinco responsáveis pelo vazamento e roubo da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Pradella diz que estava tentando ajudar milhões de estudantes. “Um monte de gente ia passar por uma fraude”, afirma. “Consegui delatar, mas eu queria ter ganhado o mérito.” Nervoso, Pradella só aceitou dar entrevista na madrugada da sexta-feira dia 9, ao lado da advogada. Durante uma hora, contou como eram as condições de segurança na preparação do exame, como aconteceu o vazamento e falou sobre a tentativa de vender a prova para a imprensa. Ele deu a seguinte entrevista à revista Época, que A Província reproduz na íntegra:
ÉPOCA – Qual era sua função na gráfica que imprimia o Enem?
Felipe Pradella – Fui contratado como conferente, mas não tinha uma função específica. A gente embalava caixas, conferia mercadoria, retirava pallets, que é onde ficam as provas lacradas.
ÉPOCA – Quantas pessoas faziam isso?
Pradella – Trinta ou 40, sem função definida.
ÉPOCA – Todos tinham acesso à prova?
Pradella – Todo mundo tinha acesso à prova. A gente não tinha um local específico para ficar e para trabalhar. Só na impressão a gente nem passava perto.
ÉPOCA – As provas já vinham lacradas dentro de um envelope?
Pradella – Não, vinham num papel com a capa. Depois, no final, para levar as provas para as escolas, é que estavam lacrando e colocando nas caixas.
ÉPOCA – Quais eram as instruções de segurança?
Pradella – Não podia entrar com celular e bolsa. No dia em que o rapaz contratou a gente, disse:“Não pode falar em bares e lanchonetes, não pode divulgar o que vocês estão trabalhando”. Fui saber no segundo ou terceiro dia que era o Enem.
ÉPOCA – Onde ficavam bolsa e celular?
Pradella – Deixava no carro. A instrução é que não podia entrar com celular. E muitas vezes eu mesmo esqueci e entrei, atendia lá dentro, normal. Às vezes, eu até falava (para colegas) que não era para ficar atendendo celular toda hora. Mas todo mundo atendia namorada, esposa, filho. Não tinha alguém que vigiasse.
ÉPOCA – Faziam revista? Os funcionários eram revistados na entrada e na saída?
Pradella – Nunca teve.
ÉPOCA – Não havia seguranças?
Pradella – Tinha pessoas que eu não sei dizer se eram da Polícia Federal ou Civil. Eu conversei com um que é policial civil. Eram cinco, que trocavam de turno, ficavam sentados, olhando se tinha alguém mexendo na provas.
ÉPOCA – Quando você percebeu que a prova poderia ser vazada?
Pradella – Na hora em que ela chegou na minha mão e contei para o meu amigo, o Gregory (o DJ Gregory Camillo). Ele falou: “Como arrumou?”. Eu falei: “Foi o moleque que trabalha lá (Felipe Ribeiro) que me deu”. Ele disse: “Isso dá o maior furo jornalístico, vamos divulgar”. Eu falei: “Se está comigo, com quantas pessoas não está? Vamos fazer uma denúncia”. “Vamos, dá até para ganhar um dinheiro.”
ÉPOCA – Como foi o vazamento?
Pradella – Não sei. Recebi a prova no carro, indo embora do serviço. Como o Felipe (Ribeiro) pegou, não perguntei. Eu estava quase para descer do carro, e ele falou: “Estou com a prova aqui”. Ela estava meio fechada, dei uma olhadinha. Ele falou: “Fica a prova aí com você”. Eu guardei na bolsa. Isso foi dia 23 ou 24.
ÉPOCA – A polícia disse que a prova vazou no dia 21 de setembro. Ela ficou com o Felipe esse tempo todo?
Pradella – Não sei.
ÉPOCA – Você ficou sozinho com a prova?
Pradella – A prova ficou na bolsa, eu fui para casa dormir. Na hora de ir trabalhar, peguei a bolsa, e ela ficou no carro. No outro dia, encontrei com esse meu amigo (Gregory, o DJ). Na hora em que ele ouviu do Enem, já cresceu o olho. Ele falou que conhecia umas pessoas que dava para divulgar. Pensei na segurança (da gráfica). Tem uma hora que para um ônibus, com gente que vem trabalhar duas ou três vezes por semana, e desce (sic) dois ônibus cheios, tudo entrando na gráfica. Pensei em quanta gente já devia ter essa prova.
ÉPOCA – Depois a prova ficou com quem?
Pradella – Com ele (Gregory), que foi fazer os contatos. No dia seguinte, o Gregory falou que estava resolvendo. Aí ele foi me buscar. Disse que tinha um colega que ia auxiliar. Chegamos lá, era uma pizzaria desse rapaz (Luciano Rodrigues). Ele viu e falou: “O negócio é sério, dá para vocês fazerem um furo legal”. Ele ligou para um monte de gente. Acho que já ligou para a Renata (Cafardo, repórter de O Estado de S. Paulo, jornal que divulgou o vazamento da prova). Ele anotou um monte de telefones e deu na mão do Gregory.
ÉPOCA – Como surgiu a questão do dinheiro? Luciano teria parte no dinheiro?
Pradella – Não, ele não falou a respeito.
ÉPOCA – O contato com a imprensa foi no dia seguinte?
Pradella – Eu estava na casa da minha namorada, ele ligou e disse: “Vem para cá, a gente precisa conversar”. Já tinha entrevista com um fulano. A gente encontrou com três pessoas, até um rapaz da Globo (Editora Globo, um repórter de ÉPOCA). O primeiro contato foi com o rapaz da Record. Eu cheguei e eles (Gregory e o repórter) já estavam conversando. O cara estava falando: “R$ 500 mil é um negócio interessante, interessa para mim, vou entrar em contato”. O Gregory deu um telefone para ele.
ÉPOCA – Você já sabia quanto seria?
Pradella – Não. Aí ele disse que tinha que ir porque já tinha marcado com o cara da ÉPOCA. No momento em que eu cheguei, ele (Gregory) falou para perguntar se interessava comprar matéria. Ele (repórter) falou: “O que vocês têm?”. Eu falei e disse que a Record acabou de oferecer R$ 500 mil. Aí o Gregory chegou e perguntou se interessava. Fui saindo, não sei, ele (o repórter) falou que a Globo não comprava.
ÉPOCA – E depois?
Pradella – Estava quase no horário da entrevista com a Renata. Chegamos, e o Gregory falou que ia estacionar. Num primeiro momento, não vi os dois (jornalistas do Estado de S. Paulo). Peguei meu celular porque ele (Gregory) demorou, e fui lá fora ligar. Foi a hora da foto do jornal. Deu um minuto, ele apareceu. Ela (a repórter) falou: “E aí, o que vocês têm?”. Gregory falou: “Tô com o Enem, é um furo, a gente quer vender”. Ela falou: “Quanto é?”. Ele falou: “O cara da Record ofereceu R$ 500 mil”. O Sérgio (Pompeu, o outro repórter de O Estado de S. Paulo) se interessou. Esse cara falou: “A gente se interessa, mas a gente quer exclusividade e preciso ligar para o meu diretor”. Ela pediu para dar uma olhada na prova. Acho que os dois ficaram meio abismados. Falaram: “Até as 11 horas eu ligo para o Gregory”.
ÉPOCA – Como foi sua reação quando saiu a primeira reportagem?
Pradella – Acordei cedo na minha namorada, 8 horas, passou no jornal, na TV. Eu estava tomando café, quase engoli o copo. “Vazou informação...” “Dois rapazes...” Quase morri do coração. Primeiro, fiquei revoltado, passou na TV que melou o Enem e eu vi minha foto. Pensei: “Meu Deus, eles falaram que iam comprar uma informação, não entendi”. Liguei para o Gregory e falei: “Meu, você viu o que ela fez?”. E ele disse: “Depois te ligo, não posso falar no telefone”. Desligou. Liguei à tarde, ele não atendeu mais.
ÉPOCA – Como foi sua reação quando soube que o Enem havia sido cancelado?
Pradella – Consegui o que eu queria, delatar o fato ocorrido. Mas eu queria ter ganhado o mérito. O que apareceu foi o contrário. Queria ter aparecido como o cara que fez uma denúncia, que salvou um monte de alunos.
ÉPOCA – Você achou que estava ajudando?
Pradella – Achei não, eu ajudei os alunos. Se fosse depois da prova, do que ia adiantar? Um monte de gente ia passar por uma fraude. Mas não foi esse o mérito que eu ganhei.
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