terça-feira, agosto 16, 2011

RETIRADO TUMOR, MARCOS PAULO CONTINUA NA UTI

Operado no último domingo (14), o diretor Marcos Paulo permanece na UTI do Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo em processo de recuperação. Segundo o boletim médico divulgado no início da tarde desta terça-feira (16), ele ainda não tem previsão de alta.
“Informamos que o ator e diretor Marcos Paulo, após a remoção total com sucesso de um câncer de esôfago no Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo pela equipe coordenada pelos Drs. Fernando Maluf, Rubens Sallum e Alfredo Salim Helito, permanece na UTI em processo de gradual melhora mas ainda sem previsão de alta.”, informa o boletim.

PASSAGEIRO ACUSADO DE ATACAR MULHER DURANTE VOO

Ramesh Advani, de 65 anos, vai passar o próximo ano na cadeia e pagar multa de 10 mil dólares. Ele foi condenado pela Justiça dos Estados Unidos por abusar sexualmente de uma passageira que dormia durante voo da Continental entre Hong Kong e Newark (EUA). Depois de cumprir a pena, Ramesh ficará sob vigilância por cinco anos.
O ataque contra a mulher ocorreu em 21 de maio do ano passado. Usando uma manta para se proteger do frio, a vítima viajava ao lado de Ramesh. Ela acordou durante a ação e denunciou imediatamente o vizinho abusado. (Fernando Moreira)

FEMINISTAS PRESAS EM PROTESTO CONTRA INJUSTIÇA

Manifestantes do grupo feminista ucraniano Femen fizeram uma manifestação com os seios à mostra nesta terça-feira (16) em Kiev. Durante o ato, as duas mulheres subiram sobre um pequeno caminhão da polícia usado para o transporte de detentos. Elas queriam chamar a atenção pública para o fato de que, na opinião do grupo, há muitos criminosos no país que precisam enfrentar a Justiça, enquanto as autoridades ucranianas só têm dado atenção ao caso da líder oposicionista Yulia Tymoshenko, de acordo com as organizadoras do protesto.

SÍNDROME. BELA ADORMECIDA NÃO ACORDA HÁ 2 MESES

Lily Clarke é chamada por "Sun" de ‘Bela Adormecida’. Não é para menos: a britânica de 21 anos tem a rara síndrome de Kleine-Levin, que a faz dormir durante dois meses seguidos a cada sete meses.
Em um dos longos sonos de Lily, a jovem perdeu provas, o natal e a festa de ano novo. Em outra oportunidade, a britânica de Haslemere (Inglaterra) não presenciou o aniversário de 18 anos.
A mãe, Adele, contou que a síndrome acompanha a filha desde 2007. No período mais crítico, Lily dorme durante 23 horas, é alimentada na hora seguinte e volta a dormir.
Não há cura para a doença. Segundo os médicos, ela é mais frequente em pessoas jovens.

MULHERES NUAS LEEM CLÁSSICOS DA LITERATURA EM BAR

Desfrutar os textos de Shakespeare, Oscar Wilde ou Henrik Ibsen lidos por belas mulheres nuas, ouvindo tudo com um copo na mão, num ambiente descontraído: esta é a proposta de "Naked girls reading" (Garotas que leem nuas), uma experiência incomum que está sacudindo Nova York, uma vez por mês.
Trinta pessoas - a maioria jovens casais e grupos de homens - aguardam num pequeno salão, com velhas cadeiras clássicas e lâmpadas de luz vermelha no primeiro andar de um bar de Greenwich Village, no centro de Manhattan.
Logo, quatro meninas de roupão e saltos altos sobem num pequeno estrado decorado com um grande divã, ao lado de um microfone. As pessoas aplaudem, entre elas um homem de meia-idade que, até o momento, lia tranquilamente o jornal, ao lado da companheira.
"Bem-vindos! Gostaria de começar apresentando-lhes nossas meninas nuas que lerão nesta noite", anuncia Nasty Canasta, uma jovem de cabeleira loura e silhueta fina, artista do gênero neoburlesco, que lidera a trupe.
Em seguida, Gal Friday, Sapphire Jones, Tansy e ela própria tiram os roupões e, como Deus as trouxe ao mundo, começam a ler passagens selecionadas sobre autores famosos e nem tanto, neste espetáculo de "literatura completamente frontal".
"The importance of being earnest", do escritor britânico Oscar Wilde, ou "Casa de bonecas", do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, são alguns livros escolhidos para esta vesperal dedicada ao teatro, durante a qual as quatro moças exibem um verdadeiro talento oratório.
A plateia ri dos diálogos picantes ou muito inteligentes, mas também acompanha em silêncio atento os momentos de emoção, por exemplo, quando Sapphire Jones dedica um texto de Shakespeare à avó, falecida há duas semanas.
"Gosto de narrar histórias e esta é a minha maneira. Sinto-me confortável nua", conta à AFP Nasty Canasta ao final das leituras, que duram quase duas horas, com um intervalo.
A seu lado, Gal Friday concorda e lembra que ficou "nervosa" a primeira vez que leu nua em público, mas que agora já nem se dá conta disso.
"Quando alguém vem aqui pela primeira vez diz: 'Oh, há uma garota nua!' Mas depois, quando começamos a ler, os olhares sobem", comenta Friday com uma risada. Ela, como as outras, têm experiência em teatro.
A ideia de "Naked girls reading" nasceu em Chicago (norte dos Estados Unidos), em março de 2009, das mãos de Michelle L'Amour, uma conhecida artista americana do gênero neoburlesco.
"Meu marido me encontrou uma vez sentada na cadeira, lendo nua. Digamos que se viu inspirado pela imagem. Começamos a rir e a conversar sobre a criação do evento Naked girls reading. E compramos o site na internet", conta L'Amour à AFP.
Michelle entrou logo em contato com Nasty para produzir o espetáculo em Nova York, que teve sua primeira leitura em outubro de 2009. Prepara, agora, um grande evento para celebrar o segundo aniversário. (France Presse)

segunda-feira, agosto 15, 2011

AEROMOÇA FAZ SEXO ORAL NO COLEGA. AMBOS VOAM

A companhia aérea Cathay Pacific informou que os dois funcionários que aparecem em fotos publicadas na internet realizando um ato sexual a bordo de uma aeronave deixaram a empresa, segundo a agência "France Presse".
A Cathay Pacific Airways tinha aberto uma investigação na semana passada depois que circularam fotos que mostrariam uma comissária de bordo fazendo sexo oral em um homem, que seria piloto da empresa.
"Eu posso confirmar que os dois membros de nossa equipe que aparecem em situações comprometedoras em fotografias publicadas recentemente em jornais chineses não são mais funcionários da empresa", disse o presidente-executivo John Slosar, em um comunicado na sexta-feira.
A Cathay Pacific não revelou se o casal envolvido no ato sexual pediu demissão ou foi demitido.

TAPA-SEXO COM BANDEIRA DO JAPÃO DÁ O MAIOR TITITI

Um diretor teatral sul-coreano foi criticado pelos japoneses por ter usado um tapa-sexo no formato da bandeira do Japão em uma atriz durante apresentação de uma peça em Seul, na Coreia do Sul. O diretor alegou que fez isso para comemorar a libertação da Coreia do domínio japonês (1910-1945). O diretor disse que a performance, com o uso das bandeiras, vai durar até o final de agosto.

VÍDEO MOSTRA PASTOR TIRANDO DEMÔNIO GAY DE FIEL

A fé se tornou faz tempo um grande negócio, que encontrou na TV um meio sedutor. Com direito a picaretas de uma cara de pau impressionante. Nesta categoria se encontra o dito pastor americano Bob Larson. No vídeo abaixo, o sujeito tira um "demônio gay" de um fiel. Depois, o "religioso" surge vendendo vídeos que ensinam "Como destruir as seis fortalezas de Satã", "Como derrotar o Diabo" e "Como curar a dor do passado".
Larson, de 67 anos, está baseado em Scottsdale (Arizona), de onde comanda o seu "evangelismo televisivo".

GOLEIRO LEVA FRANGO QUE JÁ ENTROU NA HISTÓRIA

O goleiro Thomas Gebauer, do Ried, da primeira divisão do Campeonato Austríaco, cometeu um erro histórico contra o Salzburg, no último final de semana. No primeiro tempo da partida, quando o placar estava 1 a 0 para o Salzburg, um zagueiro do Ried recuou a bola, de forma despretensiosa, para Gebauer. Só que a bola escapou do domínio do goleiro e acabou entrando no gol. Depois, o Ried até diminuiu a vantagem, mas o Salzburg fechou a partida em 3 a 1.

MÚMIAS DE ITACAMBIRA DESAFIAM PESQUISADORES

Um mistério imerso na bruma do tempo intriga moradores de Itacambira, no Norte de Minas, a 450 quilômetros de Belo Horizonte. Na década de 1950, o rompimento do piso de madeira de uma igreja centenária, no coração da cidade, revelou a existência de um porão onde foi encontrada mais de uma centena de corpos mumificados de homens, mulheres e crianças.
Cuidadosamente arrumados em pilhas, eles não foram decompostos por completo. Todos tinham parte da pele e fios de cabelo preservados, além de resquícios de vestimentas. Ninguém no município, nem os moradores mais velhos, sabia, ou ouvira de antepassados, uma explicação para o estranho achado. Até hoje, o enigma permanece indecifrado.
Durante anos, historiadores, pesquisadores, estudantes e habitantes da própria cidade e de regiões vizinhas, ancorados em rumores de que os corpos mumificados seriam removidos do local para pesquisas científicas, acabaram por danificar as peças. O que sobrou continua sob o assoalho da igreja, mas como um amontoado de ossos humanos desconexos, incluindo mais de cem crânios.
Segundo o secretário de Cultura de Itacambira, Antônio Neto da Silva, restam, hoje, somente três múmias em bom estado de conservação. Elas estão em um laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.
Agora, a prefeitura do município mineiro quer resgatar a história. Em outubro do ano passado, enviou um projeto ao Fundo Estadual de Cultura (FEC). O objetivo é conseguir apoio para construir a Casa de Cultura de Itacambira. O espaço também funcionaria como um museu e contaria com uma redoma de vidro, onde seriam colocadas as três múmias que estão no estado vizinho. Outra ideia é restaurar e reconstituir os esqueletos desarticulados.
"Não há documentos ou registros oficiais capazes de comprovar, em definitivo, qualquer das hipóteses levantadas sobre o achado histórico. As datas são imprecisas, uma vez que a informação mais antiga sobre pessoas na região refere-se a 1698", diz o secretário.
Neto explica que o projeto da Casa de Cultura tem como premissa reunir documentos, incluindo os corpos mumificados, que ajudem a desvendar o mistério da deposição dos cadáveres em um mesmo local. "E que também contribuam para contar a história de Minas Gerais", afirma.
O secretário diz que ainda precisa conseguir apoio financeiro para a construção do espaço cultural, mas acredita que o projeto tem potencial para alavancar o turismo na pacata cidade. "Quem visita o município sempre procura saber sobre as lendárias múmias de Itacambira", destaca.
O próprio Neto arrisca um palpite sobre a origem dos esqueletos. Um cemitério precário teria sido criado para receber mestiços e bandeirantes que supostamente travaram duelos sangrentos durante a colonização da região.
"Com o crescimento da cidade, os restos mortais teriam sido removidos para o interior da igreja, onde, posteriormente e durante muitos anos, foram sepultados também moradores locais, uma prática comum naquela época", diz. No entanto, o secretário admite que não há registro oficial nem mesmo relatos de moradores que viveram à época capazes de sustentar a hipótese. Ele atribui ao clima seco e ao solo da região, rico em malacacheta (mica), o estado surpreendente de conservação dos restos mortais.

MORADORES ASSOMBRADOS
Desafio para os pesquisadores, os esqueletos de Itacambira amedrontam muitos dos 5 mil habitantes do município. Enquanto o secretário de Cultura Antônio Neto da Silva retirava parte dos ossos do porão da igreja para mostrar à equipe do Hoje em Dia, adultos e crianças observavam a movimentação à distância.
O aposentado Geraldo Soares da Cunha, de 79 anos, era um deles. Desconfiado, ajeitava nervosamente o chapéu. O semblante transparecia estupefação. Ao ser questionado sobre a origem dos corpos mumificados, desconversou.
Já o trabalhador rural Gentil Soares Caldeira, de 64 anos, aceitou expôr sua versão sobre a história dos esqueletos. "Meus pais contavam que a cidade não tinha cemitério, e os corpos dos moradores eram enterrados debaixo da igreja. Eu perguntava se eles tinham acompanhado algum sepultamento no local, mas os dois respondiam que ninguém tinha presenciado. As dúvidas continuam", diz.
A atitude mais comum na cidade é a de reforçar o mistério. O itacambirense José Ferreira dos Santos, de 57 anos, contou que nem a avó sabia explicar a existência dos ossos. "Prefiro acreditar que os corpos mumificados são dos próprios escravos que ajudaram a construir a igreja. À medida em que iam morrendo, eram enterrados no local", arrisca.
O medo de alguns moradores tem raiz na infância e nos costumes dos mais velhos. Segundo a professora aposentada Maria da Consolação Leão Ferreira, de 70 anos, as múmias de Itacambira eram usadas como ameaça às crianças travessas. "Para aqueles que desobedeciam os pais, o castigo prometido era passar uma noite no assoalho da igreja, ao lado dos corpos mumificados", conta a educadora, que coleciona livros e reportagens antigas sobre as tentativas de desvendar o enigma.
Maria da Consolação cita o trecho de um livro que traz uma das suposições sobre os restos mortais. A hipótese é levantada pelo engenheiro Simeão Ribeiro Pires e pelo médico João Valle Maurício. "Teria algum pajé (curandeiro e conselheiro indígena) da etnia Tapuia se utilizado do curare, veneno violento com propriedades mumificantes, adicionando-o em alta dose à água ou a alimentos de algumas dezenas de brancos que houvessem escravizado a sua tribo, matando-os incontinenti (imediatamente)".
Mas, na mesma obra, Ribeiro Pires e Valle Maurício reconhecem que os esqueletos de Itacambira não são um fato comum, de fácil explicação. Ao contrário, trata-se de um mistério insondável, que desafia o raciocínio dos homens.
A presença de índios na região pode ser comprovada por pinturas rupestres em paredões da Serra Resplandecente, a pouco mais de três quilômetros do Centro da cidade, onde está a igreja matriz. O próprio nome da cidade, “Itacambira”, é de origem indígena. Significa "pedra pontuda que sai do mato".

FUNDAÇÃO COGITA DEVOLVER RELÍQUIAS
O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Adauto José Gonçalves de Araújo esteve em Montes Claros em 1981, acompanhado dos professores Luiz Fernando Ferreira e Ulisses Confalonieri. O trio estava à procura de informações sobre os corpos mumificados da igreja de Itacambira.
Segundo Araújo, à época, o professor Simeão Ribeiro Pires informou que sob o piso da igreja havia encontrado, há anos, corpos parcialmente mumificados, supostamente removidos de um cemitério próximo por ocasião de sua reforma, no início do século XX.
Ribeiro Pires teria conseguido retirar do porão, para estudos científicos, três cadáveres. Os restos mortais foram guardados na fazenda dele. "Ao visitarmos Itacambira, na presença do prefeito de então, constatamos que nenhum corpo havia, exceto fragmentos de ossos roídos por animais", relembra Araújo. Foi quando o professor Ribeiro Pires decidiu ceder o material que guardou para o pesquisador da Fiocruz.
Atualmente, os três corpos fazem parte do acervo do laboratório de paleoparasitologia da fundação. O conjunto é composto pela parte inferior do corpo de um homem, o cadáver parcialmente conservado de uma mulher e o de uma criança, sem parte do crânio. Todos são mantidos em temperatura ambiente.
A Fiocruz investigou a origem dos corpos e adotou como hipótese mais plausível a de que se trata de cadáveres preservados pelo clima local, extremamente seco, e que provavelmente datam do século XVIII.
Na avaliação do paleoantropólogo e espeleólogo Leonardo Álvares da Silva Campos, que acompanhou os trabalhos da instituição fluminense e também estudou as múmias de Itacambira, os corpos seriam de garimpeiros.
"Alguns crânios chegavam a apresentar, em marcas induvidosas, sinais de cortes e fraturas provocados por picaretas e outros instrumentos, por ocasião dos trabalhos de remoção", diz o especialista, que também é membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.
Campos explica que era costume enterrar mortos em frente ou ao lado da igreja principal. Ele lembra que Itacambira foi palco da chamada “Guerra dos Papudos” – combate entre bandeirantes à cata de ouro, diamantes e outras pedras preciosas.
O paleoantropólogo acredita que os corpos dos derrotados no conflito foram os primeiros "hóspedes" do adro da igreja, a partir de 1700. O lugar teria sido usado, por um determinado período do século XVIII, como cemitério da cidade. Os pesquisadores da Fiocruz consideram a proposta de transferir as múmias para Itacambira viável, desde que a prefeitura disponha de um local adequado para receber e preservar as relíquias. (Fernando Zuba)