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quarta-feira, maio 16, 2012

SERIA ANDRESSA CACHOEIRA FUTURA MUSA DA PLAYBOY?

 Loura, olhos claros, corpinho violão e um certo ar de ingenuidade. Não demorou muito para que Andressa Mendonça, mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, fosse alçada ao cargo de musa da CPI. Dona de uma loja de lingerie em Goiânia, a moça deixou a rotina de eventos sociais para circular entre presídios e tribunais. Maquiada e penteada, ela causou rebuliço nesta terça-feira no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), onde estava sendo julgado o pedido de habeas corpus para o contraventor - acusado de chefiar uma quadrilha que explorava jogos ilegais.
A bela ganhou os noticiários quando o senador Demóstenes Torres - envolvido com negócios de Cachoeira - , para tentar se defender, decidiu expor a vida sentimental de dois ‘amigos’ em comum: o empresário Wilder Pedro de Morais, primeiro suplente de Torres, ex-marido de Andressa, e Cachoeira, seu atual noivo, com quem está há menos de 10 meses. Pivô da briga, a loura e Cachoeira pretendem se casar assim que o bicheiro deixar o presídio da Papuda, em Brasília. Até lá, o contato entre os dois é realizado através de um vidro, durante as visitas semanais de uma hora que a bela faz.

Andressa tem 30 anos e dois filhos com Wilder Pedro (um de três e outro de quatro anos), com quem foi casada por seis anos. Em Goiânia, atua como empresária e tem uma loja de roupas íntimas, com direito a uma “sala de fetiche”:
- São produtos eróticos sem perder a finesse, nada de muito agressivo. É pra fazer uma brincadeira a dois - explica a musa, em entrevista gravada no lançamento da loja. Andressa revela ainda outro traço de sua personalidade:
- Eu sempre tive o hábito de só presentear as minhas amigas com lingerie. Acho muito chique.
Nem seria preciso reunir tanto fetiche numa pessoa só: Andressa, é claro, já foi convidada para posar nua na revista ‘Playboy’. Ela, no entanto, garante que “não vai dar esse gostinho, não!”:
- Deixa só para o Cachoeira - disse ela.
Andressa não foi a primeira mulher a desviar o foco (e todos os olhares) de escândalos políticos. Relembre aqui outras musas que, ao contrário da Sra. Cachoeira, decidiram bagunçar a ordem da república aparecendo nuas em revistas masculinas.

 Em 2007, Mônica Veloso, que teve um filho com o senador Renan Calheiros, estampou a capa da Playboy. A jornalista ficou famosa em meio ao escândalo Renangate.

 Em 2005, foi a vez de Camila Amaral, assessora de imprensa da senadora Ideli Salvatti, exibir sua nudez na revista. Ela foi eleita a musa da CPI do Mensalão. Suas fotos foram feitas dentro de um cenário que imitava um gabinete.

 Em 1997, a cunhada do então deputado Luiz Eduardo Magalhães, Rose Anne, posou para a edição de Natal da Playboy

Em 1992, Wanya Guerreiro foi anunciada pela Playboy como a “mulher que fez PC Farias e Pedro Collor perderem a cabeça”.

Em 1985, Luciane Quadros, prima de Jânio Quadros, foi capa da revista. Na época, Jânio era candidato à prefeitura de São Paulo e declarou:
- Pena que o tio Juracy (pai da moça) não tenha me apresentado uma beldade dessas quando eu era jovem. (Beatriz Mota)

terça-feira, abril 24, 2012

AÉCIO INTERMEDIOU EMPREGO PARA PRIMA DE CACHOEIRA

Demóstenes(D) intercedeu junto a Aécio Neves e arrumou emprego para uma prima de Cachoeira (E)
Escutas telefônicas da Polícia Federal revelam que o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) intercedeu diretamente junto a seu colega, Aécio Neves (PSDB-MG), e arrumou emprego comissionado no governo de Minas para uma prima do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Mônica Beatriz Silva Vieira, a prima de Carlinhos Cachoeira, assumiu em 25 de maio de 2011 o cargo de diretora regional da Secretaria de Estado de Assistência Social em Uberaba.
Do pedido de Cachoeira a Demóstenes até a nomeação de Mônica bastaram apenas 12 dias e 7 telefonemas. São citados nos grampos o deputado federal Marcos Montes (PSD), ex-prefeito de Uberaba, e Danilo de Castro, articulador político de Aécio em Minas e secretário de Governo da gestão Antonio Anastasia (PSDB). Eles negam envolvimento na nomeação.
A PF monitorou Cachoeira, a prima dele e Demóstenes na Operação Monte Carlo, que desmantelou esquema de contravenção, fez ruir a aura de paladino do senador goiano e expôs métodos supostamente ilícitos da Delta Construções para atingir a supremacia em sua área.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG), por meio de sua assessoria, confirmou que indicou Mônica Beatriz Silva Vieira para um cargo no governo de Minas atendendo a um pedido do senador Demóstenes Torres, então líder do DEM no Senado e "sobre o qual, à época, não recaía qualquer tipo de questionamento".
Aécio afirmou que "desconhecia o parentesco e a origem do pedido". Segundo sua assessoria, a solicitação foi encaminhada para avaliação da Secretaria de Governo de Minas Gerais, a quem cabia a análise. O governo mineiro informou que a prima de Carlinhos Cachoeira foi nomeada para um cargo DAD 4, com salário de R$ 2.310,00 e o currículo da servidora preenchia a qualificação para o cargo.
Aécio não caiu no grampo porque não é alvo da investigação. Mas ele é mencionado por Demóstenes e Cachoeira. Nos diálogos, o contraventor chama Demóstenes de doutor e o senador lhe confere o título de professor’.
O grampo que mostra a ascensão profissional da prima de Cachoeira está sob guarda do Supremo Tribunal Federal (STF), nos autos que tratam exclusivamente do conluio de Demóstenes com o contraventor.
Em 13 de maio de 2011, Aécio é citado. Cachoeira pede a Demóstenes para "não esquecer" o pedido. "É importantíssimo pra mim. Você consegue pôr ela lá com o Aécio... em Uberaba, pô, a mãe dela morreu. É irmã da minha mãe." Demóstenes: "Tranquilo. Deixa eu só ligar pro rapaz lá. Deixa eu ligar pra ele."
A PF avalia que o caso pode caracterizar tráfico de influência. "Seguem ligações telefônicas, divididas por investigado, em ordem cronológica, que contêm indícios de possível cometimento de infração penal por parte de seus interlocutores ou pessoas referidas."
Na síntese que faz da ligação de Cachoeira a Mônica, a 26 de maio - o contato durou 3 minutos e 47 segundos -, a PF assinala: "Falam sobre a nomeação de Mônica para a Sedese/MG, conseguida por Cachoeira junto ao senador Aécio Neves por intermédio do senador Demóstenes Torres e de Danilo de Castro." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.