quarta-feira, janeiro 28, 2009

MAIS UMA JOVEM SOFRE AMPUTAÇÃO POR CAUSA DE INFECÇÃO

NO FELÍCIO ROCHO
Aline teve dedos dos pés e das mãos amputados
Uma nutricionista de 23 anos teve de amputar os dedos dos pés e as pontas dos dedos das mãos após uma infecção, que teve origem em uma pneumonia. Aline Winkler Borges está internada no Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, desde o dia 30 de dezembro.
De acordo com o boletim médico divulgado pelo hospital nesta quarta-feira (28), Aline está internada “devido ao quadro de pneumonia adquirida na comunidade, pela bactéria Legionella spp, mantém estabilidade, com quadro infeccioso sob controle, sem febre”. Ainda de acordo com o hospital, ela não tem previsão de alta.
O pai de Aline, Marcio Borges, de 45 anos, diz que a jovem procurou atendimento médico por causa de dores abdominais no dia 29 de dezembro, quando foi medicada e liberada. As dores voltaram no dia seguinte e ela foi hospitalizada.
“Nós ficamos assustados, porque ela piorou com uma velocidade muito grande. Ela teve que ser sedada, entubada e começou a tomar uma série de medicamentos para pressão, além de antibióticos. Chegou a ter uma parada cardíaca”, disse.
Segundo Borges, os médicos mantiveram Aline por 15 dias em coma induzido, o que prejudicou a circulação do sangue nos membros. Por causa de uma necrose, ela teve de amputar as pontas dos dedos das mãos e todos os dedos dos pés.
“Eu pedi para dar a notícia e confesso que ela reagiu melhor do que nós mesmos. Foi extremamente doloroso falar isso para minha filha, que é jovem, empolgada e está no começo da vida profissional. Mas, se por um ângulo essa cirurgia é uma perda, por outro foi extremamente necessária para preservar a vida dela”, afirmou Borges.
Jovem está consciente
Segundo o pai de Aline, ela está consciente e deve iniciar o processo para deixar o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) ainda nesta quarta-feira. Para voltar a respirar sem ajuda de aparelhos, Aline vai ficar alguns períodos do dia sem os tubos, para que os médicos avaliem sua reação. Se tudo der certo, a previsão é de que, em uma semana, ela passe para o quarto.
“Estamos mais tranquilos agora, muito otimistas, porque ela está respondendo bem à medicação. A cicatrização das amputações foi muito boa também. Tínhamos medo de que ela pudesse ter alguma sequela mais grave. Graças a Deus, a única sequela que vai ter dessa má experiência é a perda dos dedos, mas pelo menos está viva”, disse Borges.

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