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sábado, maio 12, 2012

NAVEGAR AQUI NA NET SERIA IGUAL A TRANSAR OU COMER

Publicar comentários sobre diferentes temas nas redes sociais provoca um prazer no cérebro semelhante ao obtido com a comida e o sexo, concluiu um estudo publicado nos Estados Unidos.
Falar sobre si próprio libera dopamina, substância química vinculada aos sentimentos de prazer ou à antecipação de uma recompensa, destacou o estudo, realizado por neurologistas e publicado na edição de 7 de maio das Atas da Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos (PNAS, na sigla em inglês).
Segundo os cientistas, a maioria das pessoas dedica de 30% a 40% de seu discurso a "informar os outros sobre suas próprias experiências subjetivas", mas nos meios sociais, este percentual chega a 80%. "As pessoas fazem confidências tão voluntariamente porque falar de si próprio é, em si, um ato com determinado valor, como são as atividades que geram uma recompensa imediata, como comer ou fazer amor", explicaram os pesquisadores.
O estudo, que não mencionou o Facebook especificamente, se concentrou na resposta do cérebro das pessoas "à oportunidade de comunicar seus pensamentos e sentimentos aos demais". "À medida que os seres humanos são motivados a revelar o que pensam, a oportunidade de divulgar o que se pensa é vivida como uma forte forma de recompensa subjetiva", escreveram Diana Tamir e Jason Mitchell, do laboratório de neurociência da Universidade de Harvard, em Massachussets (nordeste).
Segundo os cientistas, o estudo sustenta a ideia de que os seres humanos, assim como fazem alguns outros primatas, deixam de lado algumas recompensas para obter uma forte resposta cerebral.
O estudo ofereceu aos participantes da pesquisa uma recompensa em dinheiro para responder a algumas questões factuais sobre coisas que observavam e uma recompensa menor para dar seus próprios pontos de vista sobre um tema.
Em muitos casos, os participantes preferiram uma recompensa menor a fim de poder falar de si próprio. "Assim, como os macacos estão dispostos a renunciar a recompensas para ver seus companheiros de grupo dominantes e os estudantes universitários, a pagar para ver membros atraentes do sexo oposto, os participantes do estudo se mostraram dispostos a renunciar ao dinheiro para falar de si próprio", destacaram os cientistas.

sexta-feira, maio 11, 2012

VIDA SEXUAL É MELHOR DEPOIS DOS 50 ANOS, DIZ PESQUISA

Na novela "Avenida Brasil", o cinquentão Leleco garante: "é gemada todo dia e alegria toda noite". Quem ainda se surpreende com a disposição sexual do personagem — e dos homens e mulheres com idades entre 50 e 59 anos — pode enterrar de vez o preconceito: um estudo inglês aponta que nessa faixa etária os casais são mais satisfeitos com a vida sexual.
A pesquisa revelou ainda que, mesmo com o corpo mais em forma, os casais menos satisfeitos são os que têm idade entre 30 e 39 anos: 25% dos entrevistados disseram estar infelizes no sexo. O motivo, dizem os especialistas, é uma rotina exaustiva e o excesso de preocupações.
— Essa é uma idade em que a ascensão profissional, os problemas financeiros ou o cuidado com os filhos exigem muito. O prazer do casal acaba perdendo espaço — explica a psicóloga e terapeuta sexual Arlete Gavranic.
Por outro lado, os casais de meia idade já superaram esse momento e vivem, em geral, uma maior estabilidade no emprego. Os filhos já estão criados e sobra tempo e disposição para curtir a vida entre quatro paredes. Na pesquisa, 52% disseram estar felizes com a sexualidade.
— Hoje, as pessoas estão cuidando muito mais da saúde do corpo e da mente. Isso abre espaço para que os casais se realizem no sexo até depois dos 70 anos — afirma o psicólogo do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ), Paulo Coletty.
Quem chegou aos 50 ou 60 anos sem companheiro(a), também não está perdendo tempo: entre os entrevistados de 50 a 59 anos, 13% usam a internet para conseguir sexo com um desconhecido. No grupo maior de 70 anos, o número chega à 19%.
FAIXAS ETÁRIAS DO SEXO
20 aos 30 - Fisicamente, a mulher está em sua melhor forma. Sexualmente, porém, ela ainda se sente insegura. Os homens também têm a libido nas alturas e estão mais ligados na quantidade do que na qualidade do sexo.
30 aos 40 - A mulher já passou da fase de instabilidades hormonais e, em geral, está mais segura. Os homens se mantêm no auge da libido. Porém, o estresse no trabalho pode interferir na qualidade do sexo.
40 aos 60 - A mulher está no climatério, o período que antecede a menopausa. Os hormônios caem e provocam ressecamento vaginal. O homem nota uma diminuição do vigor sexual. Por outro lado, homens e mulheres estão mais estáveis emocionalmente e têm mais tempo e disposição para curtir os prazeres da vida a dois.
60 aos 80 - Para o homem, a ereção se torna mais difícil. A mulher também leva um tempo maior para estar pronta para a relação sexual. É um momento em que o casal precisa de mais estímulos, mais carinho, pois os hormônios estão baixos e o prazer demora mais a chegar. (Thamyres Dias)

terça-feira, abril 24, 2012

PODE OLHAR. VOCÊ TEM MÉDIA DE 27 MOEDAS EM CASA

É provável que o leitor não lembre delas, mas cada brasileiro possui, em média, 27 moedas guardadas ou esquecidas e que, por isso, deixaram de circular. Pesquisa inédita mostra que a cada quatro unidades produzidas desde 1994, uma deixou de ser usada no comércio. São 5,13 bilhões de moedas depositadas em cofrinhos ou perdidas no fundo de gavetas. De centavo em centavo, esse dinheiro soma R$ 508,3 milhões.
De olho no comércio que precisa de troco, o Banco Central apela para que porquinhos sejam esvaziados. 'Os números são impressionantes', disse ontem o diretor de administração do BC, Altamir Lopes, ao apresentar os dados. Se o governo quisesse produzir as mais de 5 bilhões de moedas que deixaram de circular, teria de gastar R$ 1,1 bilhão. 'Isso é significativo para o País e o custo é pago pela sociedade'.
Um dos principais vilões do sumiço das moedas está em casa, parado sobre o armário ou na escrivaninha: o cofrinho. Aliás, eles nunca estiveram tão recheados. O dinheiro depositado atualmente neles daria para comprar mais de 20 mil carros populares ou 360 mil iPads 2. 'O cofrinho é um instrumento importantíssimo para a educação financeira, é uma das primeiras noções econômicas para passar aos filhos. Mas também é importante que os pais passem o dinheiro para o banco de tempos em tempos', sugere. 'A moeda no cofrinho não rende nada. Se estiver na poupança, rende'.
Apesar do apelo para o esvaziamento frequente dos cofrinhos, o BC diz que os porquinhos brasileiros são tão gordinhos como os norte-americanos: nos dois países, cerca de 5% de todas as moedas produzidas todo ano saem de circulação e são guardadas pela população.
A pesquisa divulgada ontem mostrou também que, entre as várias cédulas brasileiras, as de R$ 2 são as mais deterioradas: cerca de 30% estão em condição ruim de conservação ou têm algum tipo de avaria, como riscos, furos, fitas adesivas e grampos. Com as notas de R$ 5, o problema se repete e 22,4% estão inadequadas. 'As cédulas de menor valor são aquelas que circulam mais e acabam ficando mais tempo na economia sem chegar aos bancos. Já as de maior valor acabam sendo levadas ao banco para depósito', explica Altamir.
Entre as cédulas de maior valor - entre R$ 10 e R$ 100 - o porcentual de inadequadas é bem menor: 15%. Para melhorar a qualidade das notas em circulação, o diretor do BC pede ajuda aos comerciantes. 'Quem receber uma cédula que não está em bom estado, peço que troque nos bancos ou deposite. A rede bancária é obrigada a trocar ou aceitar essas cédulas.'

sábado, abril 14, 2012

PESQUISA: BRASILEIRO BEBE MAIS CAFÉ DO QUE CERVEJA

Ele pode ser chamado de curto, longo, expresso, carioca ou, simplesmente, cafezinho. Paixão nacional, o café ganha da cerveja na quantidade consumida pelos brasileiros. Segundo dados de 2009 da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), cada pessoa consome, em média, 78 litros do café preparado, número superior ao da bebida alcoólica — que fica em torno dos 50 litros ao ano pelas contas do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).
Há duas grandes espécies de café comercializadas no país: canephora e arábica, sendo a última mais saborosa e aromática. O consumidor que estiver disposto a comprar um produto de qualidade — e, consequentemente, pagar mais caro por isso — deve prestar atenção a uma dica importante.
— Procure um pó de café 100% arábico. Normalmente, isso vem marcado na embalagem. Quando não vem informado, é porque não é 100% arábico — ensina Emílio Rodrigues, mestre barista (profissional especialista em fazer café) e proprietário da Casa do Barista, em Santa Teresa.
Diretor de Marketing e Atendimento do portal Comprafacil, Leandro Siqueira diz que há uma tendência forte de compra de máquina para café mais sofisticadas.
— Modelos mais sofisticados estão em alta, principalmente aqueles com característica gourmet. As novas cafeteiras estão cada vez mais com preços atrativos. Quem não quer provar um café com sabor ou servir em casa como se estivesse numa cafeteria? O brasileiro adora café — analisa Siqueira. (Andréa Machado)