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sábado, maio 19, 2012

ESTÁ FICANDO COMUM TERRA TREMER EM MONTES CLAROS

Durou cerca de seis segundos a acomodação da terra ocorrida na manhã de hoje, sábado (cerca de 10h40), em Montes Claros. O rápido tremor foi suficiente para provocar início de correria entre os moradores, que saíram às ruas e acessaram as páginas de relacionamento da internet para narrar o episódio.
Embora não haja informação oficial a respeito, paredes do Shopping popular (foto acima à esq.), no Centro da cidade, teriam sofrido rachaduras. Desta vez, o estremeciemento ocorreu nas mais diversas partes de Montes Claros, do Centro à periferia.
Nas próximas horas, o Observatório sismográfico de Brasília-DF deverá divulgar a incidência do fenômeno - que vem se tornando comum na região -, na escala Richter. Essa marca de hoje deverá ficar entre 3.5 e 4 pontos de magnitude.
O Corpo de Bombeiros de Montes Claros informou que não houve nenhum desmoronamento ou feridos com o sismo, mas há ocorrências de vistorias em edificações que apresentaram rachaduras após o fenômeno natural.
Entre casas e empreendimentos a serem avaliados pelos bombeiros, está a Universidade Estadual de Montes Claros e o Shopping Popular, no centro da cidade. Agentes do Corpo de Bombeiros não souberam informar qual foi a região da cidade mais afetada pelo tremor.
O comerciante Eustáquio Dumont, de 61 anos, estava em seu carro e disse que a sensação foi de que um trem desgovernado estava passando. “Quando olhei para trás vi as pessoas saindo de suas casas”, disse. 


VEJA CASOS ANTERIORES 
QUE GANHARAM REPERCUSSÃO:

segunda-feira, maio 07, 2012

PREFEITO DENUNCIA COMPLÔ CONTRA ADMINISTRAÇÃO

O prefeito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite, convocou a imprensa na tarde desta segunda feira (07/05) para denunciar perseguição política que vem sendo realizada contra sua pessoa e a administração municipal, com o objetivo de interferir nas próximas eleições municipais. Na sua fala, Tadeu Leite disse perceber uma movimentação de seus adversários políticos que, utilizando de sua influência em órgãos de fiscalização estaduais e federais, iniciaram uma perseguição com o objetivo de abalar a imagem do prefeito e da administração, com fins eleitoreiros. “É um complô que envolve segmentos do governo estadual, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Tribunal de Contas do Estado e da Polícia Federal. O objetivo deles é realizar alguma ação espetaculosa, que venha a manchar a minha imagem, que é o maior patrimônio de qualquer homem público”, salientou o prefeito.
Tadeu disse que recentemente mais de 20 técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) permaneceram durante cerca de duas semanas na Prefeitura de Montes Claros, investigando as contas do município. “Durante a devassa que o Tribunal de Contas realizou na Prefeitura, notamos uma atitude de raiva e parcialidade da parte dos técnicos. Eles abordaram os secretários municipais com rispidez, tratando-os de forma preconceituosa, como se eles já fossem culpados de alguma irregularidade. Durante esta operação do Tribunal de Contas, foram pedidos mais de 30 mil cópias de documentos, que foram entregues de imediato e outros mais para serem entregues em um prazo de 24 horas, que também já foram encaminhados. Tudo isso, ao que parece, com o objetivo de nos impedir de entregar os documentos solicitados em tempo hábil. Ao final de toda esta devassa, o procurador do Tribunal de Contas do Estado, Marcílio Barenco Corrêa de Mello, fez uma representação na qual acusa a Prefeitura de estar retendo documentos, estipulando até uma multa diária para a minha pessoa, sendo que já entregamos praticamente todos os documentos exigidos”, afirmou.
O prefeito também mostrou a representação em que o procurador faz acusações infundadas no mesmo parecer. “Na representação, o procurador diz vislumbrar um desvio de verba na Prefeitura da ordem de centenas de milhões de reais, o que é incompatível até mesmo com o orçamento do município, que está na casa dos 500 milhões. São acusações levianas, irresponsáveis e mentirosas, e eu inclusive estou fazendo uma representação junto ao Conselho Nacional do Ministério Público contra o procurador Marcílio Barenco”, destacou Tadeu.
O prefeito acredita que denúncias contra ele deverão surgir nos próximos dias, devido a esta perseguição. “Eu convoquei esta coletiva com o objetivo de me antecipar a estas denúncias, para que a opinião pública possa ser informada de que existem interesses políticos espúrios atuando para que elas surjam. Hoje, mês de maio de 2012, véspera do período eleitoral, logo após eu haver convocado a imprensa, fui informado de que o Ministério Público Federal havia ajuizado duas ações contra a administração, por improbidade administrativa. Nestas ações, a Prefeitura é acusada de ter realizado dispensa em massa de funcionários nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), no início de 2009, logo após a minha posse. Isto não ocorreu. Não é de meu conhecimento nenhuma demissão em massa na área da Saúde, já que no meu governo cheguei a gastar mais de 15% do orçamento municipal na Saúde e recentemente aumentamos com mais 17 equipes do NASF”, reiterou o prefeito.
O prefeito reiterou que confia na seriedade da direção dos órgãos citados, mas que acredita que alguns integrantes destes órgãos têm agido de forma má intencionada. “Além da representação contra o procurador Marcílio Barenco, estou encaminhando também um ofício ao presidente do TCE, Antônio Carlos Andrada, denunciando o que foi feito aqui e pedindo a instauração de inquérito administrativo. Da mesma forma, estou enviando ofícios para o diretor-geral da Polícia Federal em Brasília, Leandro Daiello Coimbra, para o superintendente da Polícia Federal em Minas, Fernando Duran Poch, e também para delegado-chefe da Polícia Federal em Montes Claros, Marcelo Freitas. O ofício informa aos dirigentes da Polícia Federal da existência do decreto número 2.914 e também os alerta para que não participem inadvertidamente de ações movidas por interesses políticos. O que estou criticando não é o fato dos órgãos estarem fiscalizando, já que este é o papel deles, mas sim a maneira com que esta fiscalização vem sendo conduzida, com excessos, de uma forma que me parece direcionada politicamente e sofrendo manipulação dos meus adversários”, concluiu. (Daniel Moraes)

domingo, abril 29, 2012

MATA SECA DO NORTE DE MINAS PODE VIRAR ÁREA NOBRE

Na tentativa de preservar o que restou da mata seca no Estado, a Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda) quer transformar a região Norte de Minas, onde há predominância desse ecossistema no Estado, em área restrita à pesquisa, ao turismo e apoio às comunidades já instaladas.
Com flora e fauna ricas e igualmente incomuns, a mata seca, também chamada tecnicamente de Floresta Estacional Decidual, abriga espécies como ipê, aroeira, pau-ferro e a mais típica de todas, a barriguda, tipo de paineira caracterizada pela “barriga” formada no tronco. Dentre os animais, onças, antas, anfíbios, jacus-estalos e micos-leões-do-peito-amarelo, a maioria ameaçada de extinção.
“Sabemos que há grande pressão econômica para a mata seca, mas buscamos uma política de desestímulo à ocupação das regiões onde ela está presente e só o poder público pode fazer isso. A mata seca em pé é muito mais interessante do que derrubada”, pontua Maria Dalce Ricas, presidente da Amda.
Por se tratar de uma vegetação pouco presente no Brasil, não é possível apontar, com exatidão, a extensão da mata seca no país, mas estima-se que, em Minas Gerais, esteja em apenas 3% do território total.
Em junho de 2010, esse ecossistema esteve no centro de uma polêmica, quando o deputado estadual Gil Pereira (PP) apresentou à Assembleia Legislativa do Estado um projeto para desvincular a vegetação da lei que protege a mata atlântica. O Ministério Público interveio e arguiu inconstitucionalidade. Quase dois anos depois, porém, a mata seca permanece ameaçada pelas atividades carvoeira e agropecuária. (Iêva Tatiana)

segunda-feira, abril 02, 2012

AÇÃO DE GRILAGEM TRANSFORMA MANOEL COSTA EM RÉU

A Justiça acolheu denúncia criminal do Ministério Público Estadual (MPE) de Minas e transformou em réu o ex-secretário de Estado de Regularização Fundiária Manoel Costa (PDT). Ele é apontado pelo MPE como membro da organização criminosa desbaratada em setembro de 2011 pela Operação Grilo, que contou com a participação de uma força tarefa formada pelo MPE e pela Polícia Federal (PF).
De agora em diante, o ex-secretário, que sempre negou qualquer envolvimento com o esquema de grilagem de terras no Norte de Minas, vai responder por três crimes: formação de quadrilha (artigo 288), falsidade ideológica (artigo 299) e coação no processo (artigo 344).
Todos com base no artigo 327 do Código Penal, que prevê aumento de terça parte da pena quando os autores dos crimes forem funcionários públicos. Manoel Costa também teve todos seus bens bloqueados por decisão judicial.
Além do pedetista, a Justiça também acatou às denúncias contra outros seis réus, incluindo os ex-diretores do Instituto de Terras (Iter), autarquia subordinada à pasta então ocupada por Costa, Ivonei Abade Britto e Gilson Pereira Freitas.
Os prefeitos de Indaiabira e Vargem Grande do Rio Pardo, região Norte, Marcus Tácito Penalva Costa e Virgílio Penalva Costa, têm foro privilegiado. Na ocasião, um pedido de prisão preventiva contra um dos réus também foi expedido pela Justiça.
No recebimento da denúncia, a juíza da comarca de São João do Paraíso, Aline Martins Stoianov, sustenta que foi constatado "fortíssimos indícios de autoria dos delitos e prova inequívoca da materialidade dos fatos".
Segundo a magistrada, "as condutas descritas na denúncia são graves, sobretudo porque evidenciam um esquema grandioso e sofisticado de grilagem de terras públicas em milionário prejuízo ao erário, tudo amparado por atos de violência e ameaça a testemunhas", registrou no documento. O MP calcula que envolvidos na Operação Grilo provocaram um rombo de R$200 milhões ao erário.
A juíza destaca a atuação dos réus em uma quadrilha criminosa organizada de forma permanente, ininterrupta para perpetrar uma série de crimes. No caso do crime de falsidade ideológica, Manoel Costa e os outros réus foram enquadrados 50 vezes devido ao número de títulos de legitimação de terras encontrados dentro da casa do prefeito Marcus Tácito durante cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido na operação, conforme registrou o MP.
Segundo as investigações do MP, o esquema funcionava a partir da emissão de títulos de legitimação agrária concedidos ilicitamente pelo Iter.
As terras, que na teoria deveriam ser destinadas aos programas de governo ligados à reforma agrária, acabavam sob a posse de laranjas que "revendiam" as glebas à grandes empresas.
"Toda a ação criminosa aqui denunciada é coordenada, orientada e estimulada por Manoel da Costa Silva Júnior, Marcus Tácito Penalva Costa e Virgílio Tácito Penalva Costa enquanto ocupantes dos estratégicos cargos de Secretário de Estado de Assuntos Fundiários e prefeitos", registrou o MP em sua denúncia. (Ezequiel Fagundes/Oliveira Júnior)