sexta-feira, setembro 04, 2009

BATERAM NA FILHA DE ZÉ DO CAIXÃO

Imagem mostrada em câmara de parente do escritor mostra o que seria o resultado da suposta agressão.

O cineasta José Mojica Marins, mais conhecido como Zé do Caixão, disse que ficou muito surpreso quando soube da suposta agressão que a filha, a cineasta e atriz Liz Marins, de 37 anos, e um amigo dela sofreram em uma boate na capital paulista.

Segundo ele, o fato o lembrou da época da ditadura. "É uma regressão muito grande isso. Me fez recordar o que ocorria na época da ditadura", afirmou ele, que contou ter tomado conhecimento do fato por um telefonema da filha na manhã desta sexta-feira (4).

A Polícia Militar informou que foi acionada para atender o caso, que estaria relacionado com uma briga entre seguranças e cliente por causa da perda de uma comanda.

Liz diz ter sido agredida juntamente com um amigo, o escritor Cristiano Marinho, de 32 anos, que usa o nome artístico de Kizzy Ysatis, na boate " A Loca", na região central de São Paulo, no início da manhã desta sexta. Segundo Liz, ela estava deixando a boate, por volta das 6h30, pagou sua conta e sentou para esperar o amigo pagar a dele.

"De repente eu ouvi uma discussão, o Kizzy dizendo que tinha pago a conta e o cara do caixa dizendo que ele não tinha pago. Logo em seguida vi os seguranças pegando ele, jogando ele no chão e batendo muito nele. Enfiaram a bota na boca dele para ele não gritar", contou ela, que disse também ter sido jogada no chão e segurada por um segurança.

Liz havia ido com os amigos para a boate para comemorar seu aniversário, que foi na quarta-feira (2). Zé do Caixão disse que só não estava com a filha porque se operou recentemente e ainda está se recuperando da cirurgia. "Não sei se isso teria ocorrido se eu estivesse lá com ela", declarou.

Zé do Caixão conhece o amigo de Liz que estava com ela na hora e afirmou que é um rapaz calmo que não gosta de briga. "Pelo o que ela me contou nem deram a chance de resolver a questão, o problema da conta. Se havia um problema se ele havia pago ou não, eles poderiam até pagar novamente para resolver logo, não precisava haver agressão", opinou o cineasta. "Numa casa de diversão não deveria ocorrer isso", acrescentou.

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