domingo, outubro 23, 2011

ESTUDANTES PREJUDICADOS COM TROCA DE ENDEREÇOS

A transferência das provas que seriam aplicadas na Escola Estadual Barão do Rio Branco, fechada para reforma, para o Instituto de Educação, pegou de surpresa muitos candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em Belo Horizonte. A confusão foi gerada porque o cartão de confirmação do exame trazia o nome da primeira instituição, mas com o endereço da outra.
O problema foi noticiado pelo Hoje em Dia no início deste mês. Na época, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) não tomou providências, pois garantiu que a alteração não traria transtornos. Mas o que se viu neste sábado (22) foram dezenas de estudantes revoltados com a confusão, que fez muitos deles perderem o exame.
Apesar de o cartão conter o endereço correto de onde a prova seria aplicada (Avenida Carandaí, sem número), os candidatos foram parar na tradicional Barão de Rio Branco. “Só tem uma escola com esse nome em BH, na Avenida Getúlio Vargas, e vim para cá sem olhar o endereço”, disse Vinícius Augusto de Souza, de 24 anos.
Acompanhado dos pais, ele chegou à escola 40 minutos antes do horário marcado para o começo das provas. Vinícius saiu do Bairro Milanez, em Contagem, e ficou apreensivo ao saber da alteração. Ele seguiu apressando em direção ao lugar certo. “Estou de carro e cheguei um pouco antes, mas quem estiver a pé não vai conseguir. Este país não tem jeito, tudo é uma avacalhação”.
Informados da mudança a menos de 20 minutos do prazo limite, Walber Santos de Almeida, de 21 anos, e Viviane Parreira, de 20, ficaram irritados com o que classificaram como falta de respeito. “Eles tinham o nosso telefone, e-mail e todas as formas possíveis para nos avisar. Este é um caso que gera dúvidas e deveria ter sido tratado com mais atenção pelo MEC”, criticou Viviane, enquanto corria para o Instituto de Educação.
Sorte igual não tiveram as estudantes Vitória Mendonça, de 18 anos, e Viviane Freire de Souza, de 21. As duas chegaram a pé ao Barão de Rio Branco faltando pouco mais de dez minutos para as 13 horas. Enquanto Vitória desistiu, por achar que não daria tempo de deslocar até a outra instituição, Viviane, desesperada, saiu correndo. Apesar do esforço, ela chegou cinco minutos atrasada. Ao se deparar com o portão do Instituto de Educação fechado, entrou em prantos.
“Há dois dias passei na porta da Barão do Rio Branco e não vi nenhum aviso. Um absurdo o que fizeram comigo e com meu sonho de estudar Psicologia. Estou muito revoltada, porque estava me preparando para conseguir entrar em uma universidade. Um ano jogado fora por uma da desorganização”, lamentou, chorando.
Enquanto isso, Vitória, ainda parada na porta da Barão de Rio Branco, parecia não acreditar no erro do Inep. “O erro me custou R$ 35 da inscrição. Quero este dinheiro de volta, nem que eu tenha que entrar na Justiça”.
Em outros pontos de BH, candidatos atrasados causaram tumulto. Na Faculdade Newton Paiva, no Caiçara, a Polícia Militar foi chamada por alunos que reclamavam do fechamento dos portões antes da hora. A denúncia que foi negada pela faculdade. Tumultos também foram registrados nas faculdades Anhaguera e Novos Horizontes.
Alunos de escola estaduais, que ficaram mais de cem dias sem aulas por causa da greve dos professores, lamentaram ter sido prejudicados no Enem. “Eu não vi em sala de aula cerca de 20% do conteúdo cobrado hoje (ontem)”, disse Vanusa da Silva, de 17 anos, de Ribeirão das Neves, na Grande BH.
Os primeiros candidatos a terminar as provas consideraram a avaliação cansativa. Textos longos mais uma vez atrapalharam a interpretação das questões, como no ano passado. (Thiago Lemos)

1 comentários:

Melanie Brown disse...

EU ODEIO O ENEM!!!!!!!!!!!!!!!!